Briga na final do Mineiro: as versões de jogadores de Cruzeiro e Atlético

Briga na final do Mineiro: as versões de jogadores de Cruzeiro e Atlético

A partida terminou um minuto antes do previsto em razão da pancadaria generalizada entre jogadores das duas equipes. O árbitro Matheus Delgado Candançan expulsou 12 jogadores do Cruzeiro e 11 do Atlético.

Tudo começou a partir de uma dividida de Christian com Everson. Ao tentar pegar um rebote, o meio-campista cruzeirense atingiu a canela na cabeça do goleiro atleticano, que se irritou, foi para cima do adversário e colocou os joelhos sobre o seu rosto.

Integrantes dos dois times – incluindo jogadores reservas, membros da comissão técnica, seguranças e diretores – acessaram o campo, seja para participar da rixa ou acalmar os ânimos.

O No Ataque mostra a seguir o que disseram jogadores e dirigentes dos dois clubes a respeito do tumulto na final do Mineiro. As entrevistas foram concedidas principalmente à Ge TV.

Christian, volante do Cruzeiro

Envolvido diretamente no lance de origem, Christian considerou normal a dividida com Everson.

“Ele espalmou, a bola sobrou, e eu fui na bola. Ele começou a me agredir, Ele começou a me agredir, não sei por quê. Eu comecei a me defender. Quando me levantei, vi toda a minha equipe me defendendo. Fico feliz porque isso mostra o quando estamos juntos”

“Por minha parte, não houve agressão. Ele tentou me agredir, é um fato. Ele disse que teria volta, que iria me pegar, mas isso é coisa de jogo. De novo, eles não conseguiram achar a gente dentro de campo. Venceu o melhor time”.

Pedro Lourenço, presidente do Cruzeiro

Pedro Lourenço, presidente da SAF do Cruzeiro, atribuiu a Everson a responsabilidade pela baderna. Todavia, ele garantiu que chamaria a atenção dos atletas celestes pelo descontrole.

“É muito feio ver os jogadores brigando em campo. E quem começou isso tudo foi o goleiro do Atlético, todo mundo viu. Ele agrediu nosso jogador deitado. Depois, a confusão espalhou. Eu desci e não vi o final. Jogador tem que dar o exemplo”.

“Aqui fora trabalhamos com as torcidas e foi bacana, não vi episódios de violência no estádio. Por isso, os jogadores não podem fazer isso. Sou 100% contra. Meus atletas serão recriminados e vamos chamar a atenção. Dentro de campo, temos que dar o exemplo”.

Matheus Pereira, Gerson e Kaio Jorge, do Cruzeiro

Matheus Pereira chutou a bola defendida por Everson antes de Christian tentar pegar o rebote. Para o camisa 10 – que não brigou com nenhum atleta rival -, o Atlético não soube perder. “Não deveria acontecer, mancha o jogo. Tem que saber perder. Eles não souberam perder dessa vez. Mas tudo bem, vamos celebrar com a torcida”.

O meia Gerson citou as crianças ao ressaltar o mau exemplo transmitido pelos protagonistas do confronto. “Doideira, né? Defendo a camisa que eu visto. Confusão danada, vai para lá, vai para cá. Isso não é exemplo bonito, ainda mais que tem um monte de criança vendo, mas aconteceu. A gente poderia ter evitado, mas aconteceu. A gente perde desculpa por atrapalhar o espetáculo”.

Já Kaio Jorge, autor do gol do título do Cruzeiro e artilheiro do Campeonato Mineiro, com sete tentos, preocupou-se em ajudar os colegas de time. “A pancadaria a gente não queria, mas meus companheiros passando sufoco e não vou defender? Não tem como”.

Hulk, atacante do Atlético

Capitão e referência do Atlético, Hulk trocou socos e pontapés com Lucas Villalba, zagueiro do Cruzeiro. Em pronunciamento nas redes sociais, o ídolo alvinegro pediu perdão pela conduta, sobreutdo para as crianças “que têm o futebol com inspiração”.

“O que aconteceu ontem não representa os valores que o futebol deve transmitir. A rivalidade faz parte do esporte, mas o respeito sempre precisa estar acima de qualquer emoção. Peço desculpas a todos que estavam no estádio, a quem assistiu pela televisão e principalmente às crianças que têm o futebol como inspiração. O que vimos em campo não é o exemplo que queremos dar”.

“Assumo a minha parte no que aconteceu e lamento por aquele momento. Tenho certeza de que muitos dos atletas envolvidos ali são homens de caráter, pais de família e pessoas responsáveis que jamais entram em campo com a intenção de prejudicar alguém. Erramos, mas também precisamos reconhecer quando erramos e aprender com isso. Que esse episódio sirva de reflexão para todos nós. Seguimos em frente, respeitando o futebol e todos que amam o esporte”,

Dudu, atacante do Atlético

No story do Instagram, Dudu pediu desculpas à torcida do Atlético pela derrota para o Cruzeiro e pelas “cenas lamentáveis” no fim do clássico.

“Infelizmente, não conquistamos o título e aproveito para pedir desculpas ao nosso torcedor pelo resultado e também às pessoas e famílias que foram ao estádio ou assistiram ao jogo em suas casas e viram aquelas cenas lamentáveis. Agora é trabalhar e seguir em busca dos nossos objetivos. Temporada está só começando.”

Posicionamento institucional do Atlético

O Atlético se posiconou de forma institucional nas redes sociais e afirmou que repudia qualquer forma de violência no futebol. O clube classificou as cenas como “lamentáveis” e disse que tomará medidas internas para a situação não se repetir.

“O Clube Atlético Mineiro e seus atletas não corroboram com qualquer forma de violência no futebol. Ao final da partida disputada neste domingo, no Estádio Mineirão, válida pela final do Campeonato Mineiro, registraram-se cenas lamentáveis de mútuas agressões envolvendo atletas em campo”.

“O Clube reafirma seu compromisso com o respeito, com o fair play e com os valores que devem nortear o esporte. Internamente, daremos as tratativas necessárias para que situações como essa não se repitam”.

A notícia Briga na final do Mineiro: as versões de jogadores de Cruzeiro e Atlético foi publicada primeiro no No Ataque por Rafael Arruda

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