Expulsos em Cruzeiro x Atlético: veja outros jogos com recorde de vermelhos
Contudo, por mais que o número pareça absurdo, a crônica esportiva mundial guarda episódios de anarquia ainda mais acentuada. De brigas generalizadas em ligas periféricas a batalhas campais em Copas do Mundo, o No Ataque relembra confrontos onde a disciplina foi totalmente ignorada.
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36 expulsões na Argentina (2011)
Se o embate entre Cruzeiro e Atlético impressiona pelos 23 cartões vermelhos, o recorde mundial permanece inalcançável desde 2011. Na quinta divisão argentina, o duelo entre Claypole e Victoriano Arenas terminou em uma catarse de violência.
Após uma confusão que envolveu titulares, reservas e integrantes das comissões técnicas, o árbitro Damián Rubino tomou uma decisão drástica. Ele expulsou todas as 36 pessoas relacionadas para a partida. O episódio foi ratificado pelo Guinness World Records e permanece como o ponto máximo de indisciplina em uma partida oficial.
‘Batalha de Nuremberg’ na Copa do Mundo (2006)
Nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2006, Portugal e Holanda abdicaram do futebol em favor de uma disputa física hostil, que ficou conhecida como a “Batalha de Nuremberg”.
O árbitro russo Valentin Ivanov exibiu 16 cartões amarelos e quatro vermelhos. O então técnico de Portugal, Luiz Filipe Scolari, definiu a atmosfera como típica de uma Taça Libertadores, marcada pela ausência de fair play desde os minutos iniciais, quando Cristiano Ronaldo foi retirado de campo após uma entrada violenta de Boulahrouz.
GreNal dos 20 cartões (1969)
No Brasil, antes dos eventos envolvendo Cruzeiro e Atlético, o GreNal detinha a marca mais expressiva entre os clássicos. Na inauguração do estádio Beira-Rio, em 1969, o clima festivo deu lugar a socos e pontapés.
O árbitro Orion Satter de Mello expulsou 20 dos 22 jogadores que estavam em campo. Apenas o goleiro Alberto (Grêmio) e o meia Dorinho (Internacional) permaneceram no gramado. O jogo foi encerrado prematuramente, simbolizando um dos capítulos mais tensos da rivalidade gaúcha.
Atlético x Flamengo (1981)
Para o torcedor do Atlético, o assunto “expulsão” evoca uma memória dolorosa. Na Copa Libertadores de 1981, Galo e Flamengo ficaram no mesmo grupo ao lado de Cerro Porteño e Olimpia. Naquela época, apenas um time se classificava. Os rivais brasileiros empataram em pontos e decidiram a vaga num jogo extra, no Serra Dourada, que “nunca acabou”. A partida ficou marcada pela arbitragem polêmica de José Roberto Wright ao expulsar cinco atletas do alvinegro: Éder, Reinaldo, Palhinha, Chicão e Osmar Guarnelli.
O jogo diante de 70 mil torcedores durou apenas 37 minutos. Após o cartão vermelho para Reinaldo, a partida degenerou em protestos que resultaram nas demais expulsões. Sem o número mínimo de atletas, o Galo viu a eliminação ser decretada por W.O. em um dos episódios mais controversos da arbitragem sul-americana.
“Em um jogo tumultuado, o juiz José Roberto Wright demonstrou um nervosismo inexplicável e totalmente descontrolado, acabando com o bom futebol que Atlético e Flamengo jogavam”, noticiou o Jornal Estado de Minas naquele ano.
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Diferente de 1981, onde as expulsões ocorreram com a bola rolando e minaram a capacidade competitiva, o registro de Cruzeiro e Atlético deste domingo se deu majoritariamente após o apito final. A súmula de Candançan descreve uma “briga generalizada” que impediu o cumprimento dos protocolos cerimoniais.
A entrada de Christian em Everson foi o catalisador de um conflito que envolveu 23 atletas.
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A notícia Expulsos em Cruzeiro x Atlético: veja outros jogos com recorde de vermelhos foi publicada primeiro no No Ataque por Ailton Bruno do Vale



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