CEO do Atlético revela novo prazo para aporte de R$ 500 milhões

CEO do Atlético revela novo prazo para aporte de R$ 500 milhões

Em função da dívida milionária, o Atlético lida com juros altos a cada ano. O aporte será direcionado para o déficit bancário e deve ser feito dentro de 40 dias – anteriormente, a projeção era até o fim de março. Com isso, os juros também serão reduzidos. A despesa bancária está na casa de R$ 600 milhões.

“Em números, a gente pagou ano passado, de juros, R$ 250 milhões. São R$ 250 milhões que a gente tira da nossa operação para pagar juros. Isso não pode acontecer. Nós desenhamos um plano que passar por um aporte neste curto prazo. Nós estamos finalizando a estruturação do aporte. Deve ocorrer nos próximos 40 dias. Não deve passar disso”

Pedro Daniel, CEO do Atlético

O dirigente explicou o processo para que o dinheiro seja liberado pelos bancos. Segundo ele, é o que ainda trava a transação. Pedro Daniel também citou os principais déficits do Atlético – além da dívida bancária.

“A gente está na negociação com os bancos, por isso ainda não foi executado, o que é natural para um processo como esse. E vai ser para pagar dívida. A gente tem o CRI da Arena, a operação para construção da Arena. Os investidores emprestaram dinheiro e a gente paga, com bilheteria, sócio torcedor, tudo relacionado a Arena. Essa é uma divida que está tranquila, ela se paga”, citou ao NA.

O diretor ainda contou que o aporte deve ser entre R$ 500 e R$520 milhões. A partir do pagamento desses passivos, o clube terá condições de investir em outras frentes, como em contratações para elevar o nível do time em campo.

“Tem a tributaria, que boa parte esta refinanciada, então é uma divida alongada. E tem a divida bancária, que hoje é mais ou menos R$ 600 milhões, que nos onera. Essa de fato nos pega. A taxa de juros é 15%, então qualquer CDI com 3%, 5%, é muito cara. O aporte é para estancar ou diminuir esse impacto de juros, porque aí sim teremos mais recurso para fazer o que a gente quer, que é um time mais competitivo”, disse.

Vorcaro fora das ações da SAF?

Com o aporte feito pela família Menin, outros acionistas deveriam acompanhar o valor investido para seguirem com as porcentagens de ações do clube. Contudo, não será o caso de Daniel Vorcaro, que está preso por investigação do caso do Banco Master. Com isso, ele passará a ter porção quase irrelevante na SAF atleticana.

“Pensando que haverá um aporte de um dos acionistas, para que você mantenha as suas ações, tem que acompanhar o aporte. Neste caso ele não vai acompanhar e vai se tornar um investidor irrelevante dentro da estrutura acionária do clube”, explicou Pedro Daniel.

Atualmente, antes do aporte, Vorcaro detém 20,2% da SAF do Atlético. O banqueiro fez dois aportes, um de R$ 100 milhões e outro de R$ 200 milhões. Ambos já foram pagos pelo empresário. Ele foi afastado do Conselho de Administração da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) após a prisão.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi em 17 de novembro do ano passado, no âmbito da Operação Compliance Zero para apurar suspeitas de fraude na emissão de títulos de crédito por instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional. Segundo a corporação, são investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

A entrevista completa com Pedro Daniel vai ao ar dia 25 de março, em comemoração ao aniversário de 118 anos do Atlético. Acesse mais notícias aqui.

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