Sina? Demissão de Tite expõe maior dificuldade do Cruzeiro na era SAF

Sina? Demissão de Tite expõe maior dificuldade do Cruzeiro na era SAF

Na maior parte dos casos, a decisão de interromper os trabalhos partiu dos dirigentes celestes. Os dois principais técnicos desde período, porém, optaram por deixar o clube após pouco tempo.

A SAF do Cruzeiro começou em dezembro de 2021, quando o então presidente Sérgio Santos Rodrigues anunciou Ronaldo Fenômeno como comprador de 90% das ações.

O ex-centroavante permaneceu como dono da equipe até abril de 2024, quando terminou de repassar todo o seu percentual para o empresário Pedro Lourenço, dono da rede Supermercados BH.

Cruzeiro já teve oito técnicos desde o início da SAF

Somadas as duas gestões, o Cruzeiro teve oito técnicos de quatro nacionalidades diferentes: o uruguaio Paulo Pezzolano, os portugueses Pepa e Leonardo Jardim, o argentino Nicolás Larcamón e os brasileiros Zé Ricardo, Fernando Seabra, Fernando Diniz e Tite.

A Raposa agora está em busca do nono nome da lista. No domingo (15/3), o clube anunciou a demissão de Tite após menos de três meses de contratação. Mesmo com título do Campeonato Mineiro diante do Atlético, uma semana antes, o técnico não resistiu aos números ruins no Campeonato Brasileiro.

Com Tite, o Cruzeiro fez o pior início de sua história nos pontos corridos. A equipe está na 19ª colocação e soma três pontos em seis jogos – três empates e três derrotas.

Histórico dos técnicos do Cruzeiro na era SAF

Ao chegar ao Cruzeiro, Ronaldo tomou a decisão de demitir Vanderlei Luxemburgo. O técnico encerrou 2021 no comando da Raposa, mas deu lugar a Pezzolano no início da SAF.

Com números expressivos, o uruguaio conseguiu feito único até aqui: treinou o time durante todo o ano de 2022. Em todas as temporadas seguintes, ao menos dois técnicos passaram pelo cargo.

Pezzolano foi campeão da Série B de 2022, encerrando o pior período da história do Cruzeiro, que passou três anos seguidos longe da elite. Ele optou por encerrar a passagem pela Toca da Raposa em março de 2023, depois de ser eliminado na semifinal do Campeonato Mineiro.

Ronaldo apostou em estrangeiros e no ‘frescor’ de Seabra

Naquele ano turbulento, marcado por briga contra o rebaixamento e crise de resultados no Mineirão, ainda passaram pelo Cruzeiro Pepa, Zé Ricardo e uma comissão interina formada por Fernando Seabra, então técnico do Sub-20, e o ex-diretor técnico Paulo Autuori.

Para 2024, Ronaldo escolheu Nicolás Larcamón. O argentino também durou pouco no cargo. Ele foi demitido por causa das derrotas na final do Campeonato Mineiro, para o Atlético, e na primeira fase da Copa do Brasil, diante do Sousa, da Paraíba.

A última decisão de Ronaldo à frente da SAF foi colocar Seabra, que havia acabado de ir para o Sub-23 do RB Bragantino, como técnico da equipe principal do Cruzeiro. Na sequência, Pedrinho assumiu a gestão do clube.

Pedrinho apostou nos currículos vitoriosos de Diniz, Jardim e Tite

O empresário demitiu Seabra em setembro, durante sequência negativa no Brasileirão. Pedrinho trouxe Diniz para a vaga. O mineiro treinou o Cruzeiro na final da Copa Sul-Americana, em que perdeu por 3 a 1 para o Racing, da Argentina, no Paraguai.

Diniz foi mantido para 2025, mas demitido logo nos primeiros cinco jogos da temporada. Ele deu lugar a Jardim, que assumiu o time após quatro partidas da equipe sob o comando do auxiliar técnico Wesley Carvalho, o mesmo comandante celeste pós-demissão de Tite.

Jardim se demitiu em dezembro de 2025, quando foi eliminado pelo Corinthians na semifinal da Copa do Brasil. O técnico afirmou que no Brasil só treinaria a Raposa e que precisava de um período sabático para cuidar de problemas pessoais em Portugal.

Para o lugar do português, o Cruzeiro optou por assinar com Tite. Em março de 2026, passados menos de três meses da saída do Cruzeiro, Jardim quebrou essa promessa e foi anunciado pelo Flamengo.

Passagem de Tite pelo Cruzeiro

Sucessor de Jardim na Toca, Tite treinou o Cruzeiro nos seis primeiros jogos da Série A deste ano e em todo o Estadual. Ele levou a Raposa ao título mineiro, com vitória por 1 a 0 na final diante do arquirrival Atlético. A demissão, entretanto, foi causada pelo início ruim no Brasileirão, com só três pontos de 18 possíves.

Números dos técnicos do Cruzeiro na era SAF

  • Pezzolano: 63 jogos, 34 vitórias, 13 empates e 16 derrotas (2022 – 2023)
  • Jardim: 55 jogos, 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas (2025)
  • Seabra: 34 jogos, 17 vitórias, sete empates e 10 derrotas (2024)
  • Pepa: 25 jogos, sete vitórias, oito empates e 10 derrotas (2023)
  • Diniz: 18 jogos, quatro vitórias, sete empates e sete derrotas (2024 – 2025)
  • Tite: 17 jogos, oito vitórias, três empates e seis derrotas (2026)
  • Larcamón: 14 jogos, sete vitórias, quatro empates e três derrotas (2024)
  • Zé Ricardo: 10 jogos, três vitórias, dois empates e cinco derrotas (2023)

Observação: foram contabilizados apenas os números dos treinadores em jogos oficiais. Resultados de amistosos não estão inclusos na tabela.

A notícia Sina? Demissão de Tite expõe maior dificuldade do Cruzeiro na era SAF foi publicada primeiro no No Ataque por João Victor Pena

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