Mudança de chave no Cruzeiro: como superar goleada e vencer na Libertadores
O treinador conseguiu identificar pontos positivos da derrota, especialmente em relação à atuação antes do quarto gol, e instruiu os jogadores para que os potencializassem, explicou. Ao mesmo tempo, expôs aspectos essenciais do tropeço para que não se repetissem e determinou o comportamento ideal para encarar o Barcelona, que não perdia há seis partidas.
“Aquilo que eu mais insisti durante os dias que antecederam o jogo foi precisamente na valorização do que havíamos feito em São Paulo. Porque fizemos um jogo do ponto de vista competitivo e qualitativo bom, mas tivemos um resultado que nos penalizou – não quero falar muito, porque é passado. Sabemos porque perdemos. Hoje (terça-feira), sabíamos o que tínhamos que fazer para ganhar”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
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Satisfação com o que viu em campo
O comandante manteve o esquema tático e mudou três peças em relação à última escalação. O zagueiro Jonathan Jesus, o lateral-direito William e o volante Matheus Henrique deram espaço a Jonathan Jesus, Fagner e Lucas Silva, respectivamente.
No primeiro tempo, o Cruzeiro dominou a posse e atuou melhor, mas pecou na objetividade e não conseguiu criar grandes chances. Em contrapartida, exibiu consistência defensiva. Na segunda etapa, o meio-campista Matheus Pereira coroou a superioridade técnica e marcou o único tento do embate aos sete minutos. Depois, por circunstância da partida, disse Artur Jorge a equipe jogou atrás da bola e ‘soube sofrer’. Todas as fases satisfizeram o treinador.
“A equipe teve um comportamento muito bom, à altura daquilo que é a competição, que tem margem de erro zero. São seis jogos, todos difíceis. Estamos provavelmente no grupo mais difícil. A equipe demonstrou caráter, personalidade. Soube sofrer quando precisou, temos que valorizar isso também. Mas, acima de tudo, foi a equipe que mais procurou jogar e ter domínio”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
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A Raposa fez atuação segura, mas poderia ter selado a vitória antes do apito. As chances mais lamentadas pela torcida foram protagonizadas por Kaio Jorge, aos 21 minutos do segundo tempo, e Chico da Costa, aos 28 da mesma parcial. Em jogadas parecidas, os centroavantes não souberam arrematar bolas na cara da meta adversária.
“Fizemos um gol, mas posso me lembrar de quatro oportunidades na pequena área. Mas futebol é isso. Trabalhamos pra ganhar, ganhamos e merecíamos”, concluiu o comandante celeste.
Cruzeiro na Libertadores
O Cruzeiro figura em segundo na tabela de classificação do Grupo D, com três pontos, atrás do Boca Juniors-ARG, que tem a mesma quantidade, mas se sobressai nos critérios de desempate. O próximo jogo da Raposa na Libertadores está marcado para 15 de abril (quarta-feira), às 19h, contra a Universidad Católica-CHI, no Mineirão, em Belo Horizonte.
Antes disso, os celestes recebem o Bragantino também no Gigante da Pampulha, neste domingo (12/4), às 18h30, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A situação na competição é incômoda: o clube estrelado amarga a vice-lanterna, com apenas sete pontos, de 30 possíveis. Em meio ao calendário cheio, o técnico Artur Jorge garantiu que não prioriza competições.
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