‘Sofrimento inteligente’: defensor do Cruzeiro nomeia estratégia e prepara torcida

‘Sofrimento inteligente’: defensor do Cruzeiro nomeia estratégia e prepara torcida

Durante a primeira parcial, o Cruzeiro dominou a posse de bola, mas não soube ser efetivo. Aos oito minutos da segunda etapa, o meio-campista Matheus Pereira fez jus à superioridade e marcou o único tento da partida. O camisa 10 invadiu a grande área completamente livre de marcação e cabeceou cruzamento de Fagner.

Para correr atrás do prejuízo dentro da própria casa, o Barcelona se lançou ao ataque. Entretanto, esbarrou-se em um sistema defensivo bem postado, e, apesar de ter trocado mais passes, não exigiu muito do goleiro Matheus Cunha, apenas dos jogadores de linha da Raposa, que fecharam os espaços, rebateram bolas e não se afobaram. O tal do ‘sofrimento inteligente’. Ainda assim, os celestes quem criaram as outras duas melhores oportunidades da etapa, desperdiçadas pelos atacantes Kaio Jorge e Chico da Costa.

“Isso vem da estratégia do Artur, de se defender bem, saber a hora da pressão, de dar gatilhos, onde pressionar, como. É óbvio que tem momento do jogo que não tem por que você pressionar lá em cima, sabendo que precisa do resultado. Foi uma pressão inteligente, um sofrimento inteligente. Mesmo com volume que tentaram criar, não conseguiram (Barcelona) finalizar no gol – ou foram duas tranquilas para o Matheus”

Fagner, lateral-direito do Cruzeiro

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Outras cenas até o amadurecimento

A expectativa de Fagner é que ao longo da temporada, especialmente em jogos de Libertadores, o Cruzeiro protagonizará cenas parecidas no campo defensivo, podendo sofrer até mais. Tudo isso, de acordo com o atleta, faz parte de um processo de amadurecimento do sistema.

“A equipe tem que evoluir nesse sentido e vem evoluindo. Acho que é um processo. Hoje deu um passo para esse processo. Haverá outros jogos que a gente vai sofrer mais ou menos e vai fazer parte do processo. A gente espera que esse crescimento seja gradual para que, nos momentos de importância, a equipe esteja madura”, completou.

Na sequência, Fagner detalhou a importância dos jogadores de ataque na recomposição: “É bom quando não toma gol. Quando a gente fala de defender, acaba sobrecarregando o sistema defensivo. Mas o sistema ofensivo ajudou muito e vem ajudando nas pressões para a bola chegar mais tranquila para a gente rebater, roubar e armar. O conjunto todo funcionou bem. A equipe inteira está de parabéns”.

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Cruzeiro se preocupa com gols sofridos

A quantidade de gols sofridos tem sido um problema para o Cruzeiro. Nesta temporada, considerando Campeonato Mineiro e Campeonato Brasileiro, o clube estrelado foi vazado 28 vezes em 22 partidas, ou seja, média de 1,2 tento por partida. Na Série A, a Raposa é dona da pior defesa: 20 gols em 10 jogos, média ainda maior de dois por confronto. 

Mas mais que não sofrer para não inflar a estatística, a intenção do Cruzeiro era voltar com uma vitória – considerada difícil, como dito anteriormente – para Belo Horizonte e abrir a disputa da Libertadores com moral. Até para injeção de ânimo em busca de reação na Primeira Divisão, campeonato no qual a Raposa amarga a vice-lanterna, com apenas sete pontos.

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