Jornais argentinos repercutem vitória do Cruzeiro e destacam expulsão como fator decisivo
Os principais veículos do país apontaram a expulsão de Adam Bareiro como o fator determinante para o resultado e analisaram um jogo marcado por tensão, poucas chances e clima quente até o fim.
Expulsão muda o rumo do jogo
O diário Olé destacou que a partida foi “dividida em duas”, a partir do trocadilho “partido partido en dos”, com a expulsão sendo o divisor de águas.
Segundo o jornal, o Boca acabou entrando no jogo proposto pelo Cruzeiro e “pagou caro” por isso, encerrando uma sequência de 14 partidas de invencibilidade.
“A expulsão marcou um antes e um depois. Boca entrou na armadilha de um jogo picante e perdeu o controle”, avaliou.
Já o La Nación reforçou que o time foi condicionado pela inferioridade numérica durante todo o segundo tempo.
“Jogou toda a etapa final com dez homens e terminou cedendo no fim, após resistir durante boa parte do jogo”, destacou.
Jogo travado e com poucas chances
A imprensa argentina foi unânime ao apontar um duelo truncado e com pouca qualidade técnica.
O Olé descreveu o confronto como uma “batalha”, com excesso de faltas, interrupções e simulações:
“Tudo conspirou contra o jogo. Foi disputa e pouco futebol”.
Na mesma linha, o La Nación ressaltou que o primeiro tempo terminou sem finalizações no alvo e com muitas discussões em campo, cenário que dificultou o desenvolvimento das equipes.
Cruzeiro cresce no segundo tempo
Com um jogador a mais, o Cruzeiro passou a controlar o jogo, ainda que sem grande brilho técnico. O La Nación destacou a evolução da equipe mineira na etapa final, com maior presença ofensiva e controle das ações:
“O domínio não era pelo jogo, mas pelo território. E ali o Cruzeiro parecia mais próximo do gol”.
O Olé também apontou que, após a expulsão, o duelo virou praticamente um “monólogo” da Raposa, que teve paciência até encontrar o lance decisivo.
Gol no fim e desgaste do Boca
Para os jornais argentinos, o gol de Néiser Villarreal, já na reta final, foi consequência direta do desgaste do Boca, que passou boa parte do segundo tempo defendendo.
O Diario Popular destacou a resistência da equipe até os minutos finais, mas ressaltou que o esforço não foi suficiente:
“O Boca aguentou por muito tempo, mas acabou cedendo perto do fim, quando parecia que levaria um empate importante”.
Final quente e clima de tensão
Além do resultado, o desfecho da partida também chamou atenção da imprensa argentina. O La Nación relatou que o jogo terminou com empurrões e discussões entre os jogadores, evidenciando o clima de tensão.
“Houve uma tangana (briga) após o apito final, com provocações e um ambiente quente que marcou a noite”, escreveu.
Já o Diario Popular mencionou que o Boca deixou o campo revoltado com a arbitragem e destacou que o confronto terminou em “batalha campal”.
Fim de invencibilidade e alerta
A derrota não só custou pontos importantes ao Boca Juniors, como também encerrou uma sequência invicta de 14 jogos. Para o Olé, o revés serve de alerta:
“Para jogar Copa, às vezes é melhor ser inteligente do que apenas forte. Boca precisa tomar nota”.
Mesmo com a liderança do grupo mantida, agora dividida com o Cruzeiro, a equipe argentina vê a disputa pela classificação aberta e mais equilibrada.
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