Artur Jorge aponta fator determinante para vitória do Cruzeiro sobre o Boca
Desde o início da partida, o Boca atuou de forma reativa, ou seja, esperando o Cruzeiro, mas sem se acanhar no campo de defesa. Naquela parcial, a Raposa rodou bola, mas não conseguiu apresentar grandes perigos. Em relação ao comportamento dos atletas, o árbitro Esteban Ostojich teve trabalho, e optou por não segurar cartões na tentativa de controlar o embate. Em um desses momentos, aplicou o segundo amarelo ao atacante Bareiro, o que deixou os mandantes com vantagem númerica.
Artur Jorge fez apenas uma mudança no intervalo: o lateral-direito Fagner por Kauã Moraes. Com time mais agressivo, rondou a área adversária – defendida por uma linha de cinco marcadores – durante toda a parcial. O problema estava na falta de conclusão. Ainda assim, o grupo não se desesperou e manteve o volume ofensivo.
Aos 37 minutos, o atacante Kaio Jorge cruzou da ponta direita para o centroavante Néiser Villarreal, acionado na vaga de Keny Arroyo, e o Cruzeiro soltou o grito de alívio. O resultado? Justo, de acordo com Artur Jorge.
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Fator determinante para o Cruzeiro
Artur Jorge disse que as etapas tiveram ‘contextos diferentes, mas comportamento igual’. O Cruzeiro soube aproveitar a vantagem numérica e, pacientemente, como destacado pelo treinador, construir o resultado positivo.
“Vitória extremamente importante, justíssima pelo que foi o jogo… Primeira parte tivemos mais domínio, mas foi um jogo mais de encaixe, acabamos por ter a superioridade. Na segunda metade, tivemos por força da expulsão maior domínio territorial em todos os níveis. Acabamos por ter a paciência necessária para encontrar o momento certo. As oportunidades que conseguimos criar aproveitar as poucas que acabamos por finalizar. E não permitimos nenhuma finalização do adversário”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
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Substituições surtiram efeito
Como dito anteriormente, Néiser substituiu Arroyo. Quem também ganhou espaço foi o atacante Bruno Rodrigues na vaga do volante Lucas Romero. A intenção era deixar a equipe ainda mais agressiva e preencher a área, lotada de atletas do Boca Juniors.
“O jogo estava pedindo mais um homem na área. Quando com bola do lado direito, sabíamos que teríamos três homens na área, porque o Bruno é um jogador que se sente confortável e gosta de estar na área. A ideia era contrariar o adversário, que mudou para uma linha de cinco, e termos mais gente na área, porque era um domínio que não chegava na linha de finalização. E fomos, como disse, pacientemente esperar, tentando criar espaços e oportunidades. Foi pelo lado direito que construímos o envolvimento”, pontuou Artur Jorge.
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