Atlético bobeia no fim e é punido pelo Botafogo na despedida de Hulk
Antes do duelo, o camisa 7 entrou no gramado, foi ovacionado pela torcida e recebeu diversas homenagens do clube, que preparou tifo gigante que ia do teto ao chão do estádio com os dizeres “ObriGalo, Hulk!” e quatro desenhos do jogador de 39 anos.
O primeiro gol da partida foi marcado justamente por aquele que tem sido o “substituto” de Hulk nas últimas escalações: o centroavante colombiano Mateo Cassierra, aos 22 minutos de jogo. O Atlético teve início dinâmico, com construções rápidas e muita intensidade. No segundo tempo, controlou bem e empilhou chances para ampliar o placar, mas foi punido por não aproveitá-las e, em falha do zagueiro paraguaio Juniro Alonso, sofreu gol do atacante Arthur Cabral aos 44 minutos do segundo tempo.
Com o resultado, o Atlético perde a chance de alcançar a sequência de duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro. A equipe treinada pelo Barba só havia conquistado triunfos consecutivos na Série A uma vez neste ano – no início de abril, quando venceu a Chapecoense por 4 a 0 e, dias depois, derrotou o Athletico-PR por 2 a 1.
Próximos jogos de Atlético e Botafogo
O Atlético vira a chave para a Copa do Brasil. Na quarta-feira (13/5), encara o Ceará na Arena Castelão, em Fortaleza, a partir das 21h30, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. O Galo venceu a ida por 2 a 1, na Arena MRV.
O Botafogo também converterá o foco para a Copa do Brasil. Na quinta-feira (14/5), encara a Chapecoense na Arena Condá, em Chapecó, a partir das 18h. No jogo de ida, o alvinegro carioca triunfou por 1 a 0 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
O jogo
Em meio aos momentos de emoção pela despedida de Hulk, o Atlético sofreu baque nos minutos que antecediam a partida – o zagueiro Ruan Tressoldi, escalado como titular, machucou-se no aquecimento.
Com isso, Eduardo Domínguez teve que mudar taticamente o time previsto – se outrora o alvinegro ia a campo com três zagueiros e Cuello de ala direita, com a entrada de Natanael no lugar de Ruan, a equipe se postava em um clássico 4-2-3-1, com Cuello de ponta-esquerda e Alan Minda de ponta esquerda.
O Atlético não se deixou abalar pela perda e teve início fulminante. Logo no primeiro minuto, Alan Minda recebeu de Cassierra e chutou rasteiro para balanças as redes no canto direito de Neto. A arbitragem, contudo, anulou rapidamente o gol.
Intenso, o Galo conseguia pôr em prática uma das principais ideias características do técnico argentino Eduardo Domínguez: a transição rápida entre a defesa e o ataque. A equipe construía jogadas ofensivas com clareza e velocidade e se valia do bom poderio de construção de jogo com a dupla de volantes formada por Maycon e o argentino Tomás Pérez – que substituia o equatoriano Alan Franco, que não tem a saída de bola como uma de suas grandes qualidades.
O gol veio logo aos 22 minutos, com o centroavante Mateo Cassierra. O zagueiro argentino Barboza, do Botafogo, afastou cruzamento rasteiro de Cuello, e a bola sobrou no pé do colombiano do Galo, livre na entrada da área. Ele teve tempo de dominar, ajeitar e acertar forte finalização de chapa no ângulo esquerdo de Neto, que até tocou na bola, mas não conseguiu impedir que ela balançasse as redes do Glorioso.
O Atlético seguiu pressionando embalado pela torcida, que entrou em frenesi após o gol. Mesmo melhor na partida, o Galo não conseguiu criar chances tão claras para ir para o intervalo com vantagem maior. O Botafogo melhorou na segunda metade do segundo tempo e conseguiu ter presença ofensiva, mas não teve tantas oportunidades palpáveis de gol, parando na boa atuação de Everson.
Segundo tempo
Com grande atuação do meio-campista Danilo, o grande nome do time na temporada e figura provável, o Botafogo cresceu e teve mais a bola no segundo tempo. Isso, contudo, também foi estratégia de Eduardo Domínguez, que costuma baixar a linha de defesa quando tem a vantagem no placar.
O Atlético, contudo, não sofreu tanto e soube se defender bem mesmo sem os dois principais zagueiros – Lyanco, suspenso, e Ruan Tressoldi, lesionado.
O Botafogo até tinha mais posse de bola e conseguia chegar com certo perigo – a principal chance foi o chute de Danilo na trave, aos 11 minutos – mas quem teve as melhores oportunidades de gol foi o Galo, que emplacou bons contra-ataques.
Aos 13, Cuello acertou bom chute da entrada da área para bela defesa de Neto. Aos 16, o goleiro voltou a brilhar com defesa espetacular em cabeçada de Cuello, que recebeu livre na área belo cruzamento do lateral Renan Lodi.
Aos 19, o Atlético voltou a ter grande chance de ampliar o placar. Novamente a jogada saiu dos pés de Renan Lodi, que teve grande atuação – o lateral cruzou com maestria e encontrou o zagueiro chileno Iván Roman na área, mas a cabeçada do defensor saiu triscando no travessão.
O Galo controlava e se fechava na reta final. Mas, quando a vitória parecia encaminhada, Marçal cobrou lateral dforte na grande área, e a bola sobrou para Arthur Cabral após tocar nas costas de Junior Alonso. O centroavante chutou de primeira e balançou as redes.
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