Dominguez aponta jogador do Atlético que toma decisões ‘apressadas’, mas faz ressalva
Após a vitória do Galo por 3 a 1 sobre o Mirassol, nesse sábado (16/5), na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, Domínguez comentou que Cuello tem um “desequilíbrio muito importante” nas decisões e citou ocasiões em que o argentino poderia ter decidido melhor o que fazer.
“Sim, o mais difícil é criar situações de gol com defesas baixas. Hoje, se não atacássemos rápido, o rival se reorganizaria rápido e faria um bloqueio muito baixo, 5×2, seria muito difícil entrar na área. Por isso, entendíamos que o ataque rápido seria o nosso melhor ataque, a nossa melhor arma. E a pressão alta, porque perdiam muito a bola no campo de defesa. Você me fala do Cuello, o mais difícil e o mais caro do futebol é o gol, por isso os jogadores mais caros do mundo são os que fazem gols”, iniciou.
“Temos a possibilidade de contar com o Tomás, que tem um desequilíbrio muito importante. Tem que ter paciência, porque houve algumas situações que decidiu, pela minha forma de ver, apressado. Falamos disso no intervalo. Contra Flamengo, jogou pela esquerda, teve duas ou três situações em que se apressou dentro da área, ou controlou mal. Então, não sinto que seja um aspecto de jogar pela esquerda ou pela direita, porque nessas duas partidas, hoje e contra o Flamengo, em uma jogou pela esquerda e na outra (contra o Mirassol), pela direita, e em ambas não pôde gerar as chances quando ficou em 1×1, que é o mais ‘fácil’, entre aspas.”
Eduardo Domínguez, técnico do Atlético
Domínguez indicou encaixe de Cuello no Atlético
O “Barba” ainda indicou que, embora veja Tomás como um jogador polivalente – que na maioria das vezes joga como ponta-esquerda -, vê um encaixe melhor dele no time como ponta-direita hoje. Isso porque, para ele, o “dono” do corredor esquerdo é Renan Lodi – na direita, Cuello tem mais liberdade para ocupar a ponta, já que o lateral Natanael tem jogado mais por dentro, como uma espécie de terceiro zagueiro.
“Então, tem que ter calma, Lodi está fazendo muito bem pela esquerda, e se não jogar pela direita vai jogar outro, porque pela esquerda joga Lodi. O que olhamos é o todo, o time, se entendemos as situações que podemos gerar, criar…quando se tem calma dentro da área, sempre se tem um tempo a mais. Se ele conseguir não se apressar…houve duas situações no primeiro tempo em que passou o Natanael por fora e poderia ter jogado com ele. Há de se ter tranquilidade, ora vamos usá-lo pela direita, em outros pela esquerda, é um grande jogador e temos sorte de tê-lo.”
Eduardo Domínguez, técnico do Atlético
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