Paredes culpa árbitro por empate contra o Cruzeiro: ‘É estranho como decidem’
O principal alvo das reclamações foi a atuação do árbitro venezuelano Jesús Valenzuela e do VAR nos lances polêmicos da partida, sobretudo o possível pênalti para o Boca no último minuto e a validação do gol do Cruzeiro.
A revolta tomou conta dos jogadores argentinos após o apito final. Paredes foi um dos atletas que partiram para cima da arbitragem reclamando de um suposto toque de mão de Lucas Romero dentro da área celeste nos acréscimos.
“Que movimento natural? Do que você está falando? Isso é uma vergonha”, disparou o meio-campista ainda em campo, segundo a imprensa argentina.
Paredes questiona critérios da arbitragem
Na entrevista após a partida, Paredes voltou a reclamar dos critérios adotados por Valenzuela ao longo do jogo.
“As decisões do árbitro foram estranhas. É estranho que para um lado sim e para o outro não. Para mim, a última jogada foi mão. É estranho como decidem”
Leandro Paredes, volante do Boca Juniors
O volante fez referência direta aos diferentes entendimentos da arbitragem em lances revisados pelo VAR durante a partida.
No gol de empate do Cruzeiro, marcado por Fagner, houve análise de um suposto toque de mão de Kaiki na origem da jogada. O árbitro validou o lance.
Já no segundo tempo, o Boca chegou a marcar o gol da vitória com Miguel Merentiel, mas o tento foi anulado após revisão do VAR por mão de Milton Delgado no início da jogada.
Boca reclama de pênalti no último lance
O lance que gerou maior revolta aconteceu aos 56 minutos do segundo tempo. Após cruzamento para a área do Cruzeiro, a bola bateu no braço de Romero, e os jogadores do Boca pediram pênalti. O VAR fez rápida checagem, mas não chamou Valenzuela para revisão no monitor.
A decisão provocou reclamações dos atletas argentinos, especialmente de Paredes e do lateral Lautaro Blanco.
Segundo a imprensa local, Blanco também lembrou ao árbitro que o gol anulado de Merentiel teve origem em um lance considerado semelhante.
Volante reconhece queda do Boca no segundo tempo
Apesar das críticas à arbitragem, o volante argentino também admitiu que o Boca caiu de rendimento após o intervalo.
“Acho que tínhamos feito um jogo muito bom. Nos primeiros dez minutos do segundo tempo deixamos de pressionar, e eles cresceram”, avaliou.
O Cruzeiro empatou justamente no momento de queda do Boca na partida. Mesmo com um jogador a menos, após a expulsão de Gerson, o time celeste segurou a pressão na reta final e deixou Buenos Aires com um ponto importante na luta pela classificação às oitavas da Libertadores.
VAR foi protagonista da partida
A arbitragem de vídeo teve participação decisiva em diversos momentos do confronto na Bombonera. Além da revisão no gol do Cruzeiro e da anulação do segundo gol de Merentiel, o VAR também participou da expulsão de Gerson, que recebeu cartão vermelho após dividis dura com Paredes.
Na Argentina, jornais como Olé, La Nación e TyC Sports classificaram a atuação da arbitragem como “polêmica” e apontaram o Boca como prejudicado pelas decisões tomadas ao longo da partida.
Grupo D da Libertadores
- Cruzeiro – 8 pontos
- Boca Juniors – 7
- Universidad Católica* – 7
- Barcelona* – 3
Católica e Barcelona ainda não disputaram a quinta rodada. As equipes se enfrentam nesta quinta-feira (21/5), às 21h30, na Claro Arena, em Santiago, no Chile.
Quinta rodada do Grupo D
- Boca Juniors 1 x 1 Cruzeiro
- Católica x Barcelona – 21/5 – 21h30
Sexta rodada do Grupo D
- Cruzeiro x Barcelona – 28/5 – 21h30
- Boca Juniors x Católica – 28/5 – 21h30
Próximos jogos
- Cruzeiro volta a campo diante da Chapecoense, domingo (24/5), no Mineirão, em BH, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro
- Próximo jogo do Boca Juniors será contra a Universidad Católica, do Chile, em 28 de maio (quinta-feira), às 21h30, pela sexta rodada do Grupo D da Libertadores
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