Ídolo de Cruzeiro e Atlético, Nelinho revela preocupação e arrisca palpite para final
A princípio, Nelinho deixou claro que não tem acompanhado com afinco o Campeonato Mineiro. De toda maneira, reforçou o discurso de que não há favorito em um clássico desta envergadura.
“Não estou acompanhando tanto o futebol mineiro – quando muito, o Campeonato Brasileiro. Campeonato Mineiro não tomei nem conhecimento. Única coisa que posso adiantar: não importa o momento de cada um dos clubes e da decisão. É sempre jogo difícil. Não tem favorito. ‘Ah, o time do Cruzeiro está melhor. O elenco é melhor’. Ou vice-versa. Não importa. Chegou em um clássico é a história de sempre: jogo duro. Pode ser que às vezes um time ganhe com certa facilidade, mas não dá para cravar. Dar a certeza de que algo vai acontecer… Não tem como falar isso.”
Nelinho, ex-lateral-direito de Cruzeiro e Atlético, ao No Ataque
Tite pressionado no Cruzeiro
Ao comentar a situação de Tite no Cruzeiro, Nelinho saiu em defesa dos treinadores – no plural – que sofrem pressão no futebol. O ex-lateral atribuiu maior responsabilidade pela performance de uma equipe dentro das quatro linhas aos jogadores.
“Os caras têm uma facilidade para falar de treinador! Você vai ver o jogo: o time perdeu três gols na cara do gol, o beque falhou, o goleiro falhou. O meio de campo errou passe de dois metros, de três metros. Vai dizer que é o treinador? Pelo amor de Deus! O treinador não entra em campo e obriga o cara a acertar um passe, a acertar um chute ao gol, ao goleiro defender. Ele faz a parte dele durante a semana, dá a preleção dele”, argumentou.
“Aí o cara chega lá dentro, faz tudo errado e o treinador é o culpado. Eu só ponho na conta do treinador quando ele faz uma substituição de um cara que está jogando super bem. Aí não tem jeito! Isso aí você pode questionar, pode analisar. Agora, o resto… Time perdeu e vem dizer que o culpado é treinador? Pelo amor de Deus. Não tem nada a ver. O centroavante errou três gols na cara do goleiro, o time perdeu, não se fala do jogador. Fala do treinador, que é burro”, acrescentou.
Domínguez no Atlético
Depois, Nelinho disse desconhecer a trajetória de Eduardo Domínguez, novo treinador do Atlético. O argentino comandará apenas o segundo jogo à frente do Galo na final do Campeonato Mineiro.
“Não conheço. Nunca ouvi falar nesse cara, não sei. Não adianta também: o cara pode ter sido o que for em outro time, quero saber o que vai fazer aqui. É isso que tem que ver. Agora, é claro: o cara contrata o treinador pelo currículo dele, pelo que fez. De repente, pegou um time com jogadores medianos e conseguiu fazer o time jogar. Tudo isso tem que ser olhado. Eles são contratados por esse motivo. Se o trabalho dele vai render dentro da equipe, só esperando para ver”, pontuou Nelinho.
Preocupação com violência na final
Em seguida, o ex-atleta revelou preocupação com a possibilidade de brigas entre organizadas de Cruzeiro e Atlético. Como nos velhos tempos, a final do Campeonato Mineiro de 2026 contará com torcida igualmente dividida no Mineirão, em Belo Horizonte.
“O que eu acho que não vai ser legal é o confronto fora do estádio. Do jeito que as coisas andam, é difícil acreditar que não vai acontecer nada em volta do estádio. É muita violência. Não dá, cara. Antigamente, tinha violência também, mas não era como agora. Agora, torcida organizada marca encontro para brigar. Pelo amor de Deus. Não tem jeito”, fez ressalva.
Palpite de Nelinho
Por fim, Nelinho disse acreditar que o clássico pela final do Campeonato Mineiro terminará com um empate sem gols. Pela qualidade dos goleiros Cássio e Everson, prováveis titulares na decisão, o ex-lateral-direito brincou que a eventual disputa de pênaltis não terá fim.
“0 a 0. Vai para os pênaltis. Aí não sei. Não sei se o Cássio vai estar defendendo do outro lado. Se ele tiver, é empate também (risos). Está doido! Não arrisco nada, está doido. Nos pênaltis, 0 a 0 talvez. Fica disputando lá o dia inteiro!”
Nelinho, ex-lateral-direito de Cruzeiro e Atlético, ao No Ataque
Nelinho pelo Cruzeiro
Nelinho é o 13º maior artilheiro da história do Cruzeiro, tendo somado impressionantes 105 gols em 411 jogos com a camisa celeste entre 1973 e 1982. Pela Raposa, venceu quatro Campeonatos Mineiros (1973, 1974, 1975 e 1977) e uma Copa Libertadores (1976).
Nelinho pelo Atlético
Nelinho defendeu o Atlético entre 1983 e 1988, tendo conquistado três Campeonatos Mineiros (1983, 1985 e 1986) com o clube alvinegro. Foram 52 gols em 274 partidas com a camisa preta e branca.
Cruzeiro x Atlético na final do Campeonato Mineiro
O clássico decisivo entre Cruzeiro será disputado no Mineirão, em Belo Horizonte, a partir das 18h deste domingo (8/3). Em caso de empate, uma disputa de pênaltis entre os arquirrivais definirá o vencedor do Campeonato Mineiro de 2026.
A Raposa quer interromper a sequência rival de títulos e encerrar jejum de sete anos sem conquistas da competição. O Galo sonha com um heptacampeonato estadual inédito.
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A notícia Ídolo de Cruzeiro e Atlético, Nelinho revela preocupação e arrisca palpite para final foi publicada primeiro no No Ataque por Lucas Bretas



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