Espírito de libertadores? Instrução de Fagner para segurar vitória do Cruzeiro viraliza

Espírito de libertadores? Instrução de Fagner para segurar vitória do Cruzeiro viraliza

A Raposa atuou melhor na primeira etapa, mas pecou na objetividade. Na volta do intervalo, converteu a superioridade aos oito minutos. Na ocasião, Matheus Pereira invadiu a grande área sem marcação e cabeceou cruzamento cedido por Fagner, que também deu o passe com muita liberdade.

A partir daquele momento, por circunstância da partida, como alegou o técnico Artur Jorge, o Cruzeiro passou a atuar atrás da linha da bola, apostando em postura defensiva para segurar o placar satisfatório – pelo adversário e por ser fora de casa. 

No meio da parcial, durante a parada obrigatória para hidratação, Fagner deixou a experiência em Libertadores falar mais alto. Afinal, são 43 partidas na competição continental ao longo da carreira.

“Não interessa o que vai acontecer mais no jogo. Nós não tomamos gol. Se a gente tiver que dar bico, dê pico na p**** da bola. Não toma gol”

Fagner, lateral-direito do Cruzeiro

“A maioria das equipes que vêm aqui tem dificuldade. A gente saiu na frente, o que é difícil. Naquele momento, eu, como experiente, achei que fosse necessário falar. Porque a gente começa a sentir o cansaço do jogo, da viagem, mas é hora de fazer de tudo para sair com a vitória”, explicou o defensor sobre o momento.

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Fragilidade defensiva é problema

A quantidade de gols sofridos tem sido um problema para o Cruzeiro. Nesta temporada, considerando Campeonato Mineiro e Campeonato Brasileiro, o clube estrelado foi vazado 28 vezes em 22 partidas, ou seja, média de 1,2 tento por partida. Na Série A, a Raposa é dona da pior defesa: 20 gols em 10 jogos, média ainda maior de dois por confronto. 

Mas mais que não sofrer para não inflar a estatística, a intenção do Cruzeiro era voltar com uma vitória – considerada difícil, como dito anteriormente – para Belo Horizonte e abrir a disputa da Libertadores com moral. Até para injeção de ânimo em busca de reação na Primeira Divisão, campeonato no qual a Raposa amarga a vice-lanterna, com apenas sete pontos.

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Fagner ganhou vaga de William

Fagner não vinha atuando como titular. Em certo momento, pensava-se que era a terceira opção para a lateral direita. Mas ele mostrou que não e foi escolhido por Artur Jorge para iniciar a partida contra o Barcelona, desbancando William. O defensor fez partida defensiva segura e deu o passe que resultou no gol de Matheus Pereira.

Ao fim da partida, recebeu elogios do comandante, assim como o zagueiro Jonathan Jesus, que entrou na vaga de Villalba: “Volto a dizer a questão do Jonathan e do Fagner. São jogadores que têm trabalhado desde o meu primeiro dia muitíssimo bem, à espera de oportunidade. Fizeram o trabalho de paciência. E a resposta deles foi em campo. Mostraram claramente que estão presentes, jogando ou não, com todo o compromisso para poder ajudar o Cruzeiro”.

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