Estádio da Libertadores tem 80 mil lugares, 6 andares e demorou 9 anos para ficar pronto
Casa do Club Universitario de Deportes, o gigante de concreto não é apenas um templo do esporte peruano, mas uma das maiores estruturas esportivas de todo o continente, voltando a ser o maior estádio em capacidade da Copa Libertadores em 2026.
Integrante do Grupo B da Libertadores, o Universitario atuará em casa nesta terça-feira (14/4), a partir das 23h (de Brasília), contra o Coquimbo Unido, do Chile. A chave ainda conta com Nacional (Uruguai) e Tolima (Colômbia).
Uma obra monumental de quase uma década
O projeto para substituir o antigo Estádio Lolo Fernández começou a ganhar vida em 16 de janeiro de 1991, quando a pedra fundamental foi lançada. No entanto, erguer um “colosso” nas encostas dos Andes não foi tarefa fácil.
Foram necessários nove anos de construção, marcados por desafios financeiros e de engenharia. O estádio foi finalmente inaugurado em 2 de julho de 2000, com uma vitória do Universitario por 2 a 0 sobre o Sporting Cristal. O primeiro gol oficial no estádio foi marcado por um brasileiro: o atacante Eduardo Esídio, que defendia as cores do “U”.
Números que impressionam
O apelido de “Monumental” não é mero exagero. O estádio tem capacidade total para 80.093 espectadores, divididos de forma única entre o público geral e áreas vips:
- Arquibancadas: 58.577 assentos destinados às torcidas.
- Palcos (camarotes): 21.516 pessoas distribuídas em prédios de luxo.
O diferencial arquitetônico está no setor de camarotes. No Monumental, os espaços estão distribuídos em seis andares em quatro prédios que circundam totalmente o gramado, criando uma verdadeira “muralha de janelas” que pressiona os adversários.
Engenharia e geografia
Outra curiosidade técnica é que o campo de jogo foi construído 18 metros abaixo do nível do solo. Foram escavados milhares de metros cúbicos de terra e rocha, permitindo que a estrutura ficasse parcialmente “protegida” pelo terreno, enquanto os seis andares superiores se elevam contra a paisagem árida da Cordilheira dos Andes.
Palco de glórias e decisões
Embora o Monumental de Núñez, na Argentina, seja o maior estádio da América do Sul em capacidade total (85 mil), o Monumental de Lima frequentemente retoma o título de “maior da Libertadores” em razão da ausência do River Plate do torneio.
O local entrou para a história do futebol brasileiro em 2019, quando sediou a primeira final única da Libertadores. O Flamengo venceu o River Plate de virada, por 2 a 1, em partida que consolidou o estádio como um palco místico do futebol moderno.
O complexo de 186 mil metros quadrados ainda abriga dois campos de treinamento, sede administrativa e já recebeu astros da música mundial, como Paul McCartney e Beyoncé, provando que sua grandiosidade vai muito além das quatro linhas.
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