Técnico do Cruzeiro se preocupa com índice, mas pondera: ‘Processo de evolução’
Sequência de gols perdidos contra Bragantino
No quesito ‘gols perdidos contra o Bragantino’, Néiser Villarreal lidera o ranking. O atacante desperdiçou a primeira oportunidade logo aos três minutos de jogo. Na ocasião, recebeu lançamento do ponta Keny Arroyo e parou no goleiro Thiago Volpi. O lance custou caro, já que, dois minutos depois, o lateral-direito Andrés Hurtado abriu o placar para o Massa Bruta no Mineirão, em Belo Horizonte.
Aos 18 minutos, em lance parecido com o anterior, agora com assistência do lateral-direito Fagner, Néiser deixou tudo igual. Ele voltaria a aparecer. Aos 28 minutos, recebeu cruzamento rasteiro do meio-campista Matheus Pereira, e, livre, bateu em cima de Volpi. No rebote, isolou. O atacante ainda teve tempo de perder outra chance: aos 43, recebeu em velocidade, desvencilhou-se da marcação e, mais uma vez, chutou por cima da meta adversária.
Satisfeito com o volume que Néiser apresentou, Artur Jorge o manteve no time para a etapa final. Consegue adivinhar o que aconteceu? Aos quatro minutos, o atacante invadiu a área e novamente carimbou Volpi. O desfecho da jogada é diferente e positivo para o clube estrelado. Na sobra, o volante artilheiro Christian virou para o Cruzeiro.
Diante do Bragantino, Matheus Pereira também se esbarrou no arqueiro rival. Sem contar os tentos que haviam sido perdidos na partida anterior, a vitória por 1 a 0 sobre o Barcelona-EQU, pela primeira rodada do Grupo D da Copa Libertadores. Naquela ocasião, os atacantes Kaio Jorge e Chico da Costa isolaram bolas mesmo posicionados na pequena área.
Situações ‘difíceis de explicar’, disse Artur Jorge. Contudo, o treinador não se mostrou desanimado. Ele disse que se preocuparia mais se o Cruzeiro não tivesse recurso para criar jogadas ou se não fosse uma equipe que sabe avançar para o campo de ataque de forma organizada.
“São momentos que temos que trabalhar. Não podemos fugir deles. É difícil explicar como perdemos dois gols na pequena área contra o Barcelona. Difícil hoje na cara do gol, só com o goleiro pela frente, termos quatro oportunidades e não termos concretizado. É um trabalho de continuidade. Isso não me desanima. Ficaria mais preocupado, confesso, se nós déssemos chutão, se fossemos uma equipe que não conseguisse chegar ao meio-campo de forma organizada, se não conseguíssemos chegar à área”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
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Copo cheio: gols em todos os jogos
Há outro fator positivo, na avaliação de Artur Jorge: gols marcados em todas as partidas. Desde que chegou em Belo Horizonte, a Raposa balançou a rede em todos os confrontos – triunfos sobre Vitória (3 a 0), Barcelona (1 a 0) e Bragantino (2 a 1) e derrota para São Paulo (4 a 1). Agora, a meta é trabalhar para que as chances sejam convertidas e não custem caro.
“Os jogadores sabem que é um processo de evolução. E não podemos esquecer que fizemos gols contra Vitória, São Paulo, Bragantino e Barcelona. Temos feito gols em todos os jogos. Há jogos que criamos mais, mas não vamos conseguir concretizar tudo, senão os jogos seriam desnivelados a nosso favor”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
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