Atlético acumula chances, mas paga caro por falhas e perde para Coritiba

Atlético acumula chances, mas paga caro por falhas e perde para Coritiba

O primeiro baque veio logo aos seis minutos de jogo, quando o atacante belo-horizontino Breno Lopes se aproveitou dos erros do meia-atacante Reinier e do atacante Hulk na marcação da bola aérea na primeira trave e completou para o gol.

Apesar disso, o Atlético dominou o primeiro tempo e “empilhou” boas chances de empatar – e até virar – ainda na etapa inicil. No segundo tempo, o alvinegro seguiu dominando a posse de bola e, mesmo sem acumular chances tão claras quanto as anteriores, pesava o campo ofensivo com muitos jogadores.

O Coritiba seguia recuado e tentando – sem sucesso – aproveitar possíveis erros do Galo para engatar um contra-ataque e “matar” o jogo. Contudo, aos 12 minutos da etapa complementar, o zagueiro Lyanco cometeu erro de passe infeliz e presentou o ex-atacante do Cruzeiro Pedro Rocha, que ampliou o placar.

Próximos jogos de Atlético e Coritiba

O Atlético agora “vira a chave” para estrear por outra competição – a Copa do Brasil. Na noite da quinta-feira (23/4), a partir das 19h, o alvinegro enfrenta o Ceará na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela quinta fase do torneio nacional.

O Coritiba também jogará no meio de semana pela Copa do Brasil. Na quarta-feira (22/4), vai encarar o Santos a partir das 19h30, na Vila Belmiro, em Santos, no litoral paulista.

O jogo

O Atlético levou gol do Coritiba logo “de cara” por desatenção da marcação de bola aérea. Aos seis minutos de jogo, o meio-campista português Josué cobrou escanteio com perigo na altura da primeira trave. Entroncado na marcação com Bruno Melo, o meia-atacante alvinegro Reinier não conseguiu subir para cortar o cruzamento, que chegou ao atacante Breno Lopes. Hulk o marcava e tentou afastar, mas acabou rebatendo a bola no próprio Breno, que ficou com a sobra e, com Everson já vencido, completou com facilidade para o gol.

Apesar do “baque” inicial, o Galo não se intimidou e rapidamente assumiu o controle das ações da partida. Os comandados de Eduardo Domínguez passaram a dominar a posse de bola e “empilharam” chances ao longo de todo o primeiro tempo, pecando pela falta de pontaria, por alguns erros no “passe final” e pela boa atuação do goleiro Pedro Rangel.

O Coritiba, por sua vez, se fechou no campo de defesa e sequer finalizou à baliza de Everson após o gol. A equipe comandada pelo ex-técnico do Cruzeiro Fernando Seabra se postava para tentar aproveitar possíveis erros do Galo com contra-ataques rápidos, mas esbarrava justamente na postura adotada pelo alvinegro, que conseguiu impor bem a pressão na saída de bola do Coxa e dificultou as construções da equipe alviverde.

A primeira chegada com perigo do Galo foi aos 12 minutos, quando o lateral-esquerdo Renan Lodi recebeu cruzamento de Hulk e, da entrada da área, fez bonito movimento para de primeiro a bola, que ainda estava no ar. O chute foi bem direcionado ao canto esquerdo de Pedro Rangel, que fez boa defesa. No rebote, o lateral-direito Natanael tentou tocar para o meio da área, mas o zagueiro Jacy mandou para fora.

Aos 19 minutos, o mesmo Natanael – que enfrentava o time que o revelou – teve outra chance. O defensor recebeu na grande área após boa construção de Victor Hugo e Hulk e chutou cruzado – a bola tinha endereço, mas parou no zagueiro Maicon, que deu carrinho para afastar a bola para escanteio.

A agressividade ofensiva do Galo aumentou na metade final do primeiro tempo. Aos 31 minutos, o atacante argentino Tomás Cuello fez grande jogada – recuperou a bola do Coritiba ainda no círculo central do meio campo, protegeu com o corpo, progrediu, venceu a marcação do volante Vini Paulista, e arriscou de fora da área. O chute foi perigoso e chegou a quicar antes de se aproximar do gol, contudo, Rangel fez grande defesa no canto direito – depois, a bola ainda bateu na trave.

Aos 42, mais uma chegada perigosa do Galo originada em Cuello, que era o principal nome ofensivo do time. Na ponta-esquerda, ele deu bom passe para Reinier na entrada da área – o camisa 19 deu “casquinha” ao tentar dominar a bola e acabou, mesmo que “sem querer”, dando ótimo passe para Victor Hugo. O meio-campista chutou rasteiro e bem colocado de dentro da área para mais uma boa defesa de Pedro Rangel no canto direito. No rebote, Hulk arriscou, mas errou na ponteira e mandou para fora.

Nos minutos finais, o Atlético ainda conseguiu mais duas boas chances. Aos 45, Reinier ajeitou bem a bola para o volante Maycon, que chegou chutando com força na entrada da área, mas exagerou na potência da finalização – a bola, portanto, sobrevoou acima do travessão.

Aos 47, Hulk ganhou no corpo de Maicon após chutão de Everson, dominou a bola e deixou Reinier em boa condição para finalizar da entrada da área. Marcado por Jacy, o meia tentou finalizar rapidamente de primeira com chute colocado, mas a bola saiu fraca e no meio do gol, para fácil defesa de Rangel.

Segundo tempo

O Atlético seguiu com maior posse de bola e maior presença no campo ofensivo do adversário no início do segundo tempo, ainda que sem chances tão claras quanto as que empilhou na metade final da primeira etapa. Contudo, aos 12 minutos, o zagueiro Lyanco “mudou a história” do jogo com falha “bisonha”.

Segundos após se envolver em breve discussão com o atacante do Coritiba Lucas Ronier e provocá-lo dizendo “pede para sair”, Lyanco deu gol de bandeja para o ex-Cruzeiro Pedro Rocha – tentou passe no campo de defesa, mas foi interceptado pelo atacante, que balançou as redes de “canela”, aproveitando-se que Everson estava desprevinido.

Eduardo Domínguez, então, decidiu deixar o Atlético mais ofensivo para ir atrás do empate. O time melhorou com as entradas de Cissé no lugar de Maycon e de Dudu no lugar de Natanael – Cuello foi deslocado para a lateral-direita. Aos 21 minutos, o atacante que veste a camisa 92 fez boa jogada: tabelou com Reinier, clareou para dentro da área, mas pegou fraco na bola para defesa simples de Pedro Rangel no canto esquerdo.

Aos 28, Cuello recebeu do volante guineense Cissé e arriscou de fora da área, mas viu a bola sair acima do travessão. Aos 36, o argentino levou certo perigo com falta batida para fora – mas, aos 38, ele, que vinha sendo o melhor jogador do Galo na partida, deixou o campo para a entrada do lateral-direito equatoriano Angelo Preciado.

Na reta final, o Atlético, claramente abalado pelas falhas, não conseguiu furar o “muro” da defesa coritibana. Os últimos minutos ficaram marcados pos discussão entre Renan Lodi e Renato Marques, que expulsou tanto o lateral-esquerdo do Galo quanto o atacante ex-América do Coritiba.

CORITIBA 1 x 0 ATLÉTICO

Coritiba

  • Pedro Rangel; Tinga, Maicon, Jacy e Bruno Melo (Filipe Jonathan); Sebas Gómez, Vini Paulista e Josué (Thiago Santos, aos 12′ do 2ºT); Lucas Ronier, Breno Lopes (Joaquín Lavega, aos 12′ do 2ºT) e Pedro Rocha.

Técnico: Fernando Seabra

Atlético

  • Everson; Natanael (Dudu, aos 20′ do 2ºT), Ruan, Lyanco e Renan Lodi; Maycon (Cisse, aos 20′ do 2ºT), Alan Franco e Victor Hugo; Cuello (Preciado, aos 38′ do 2ºT), Reinier (Bernard, aos 38′ do 2º T) e Hulk.

Técnico: Eduardo Domínguez

  • Motivo: 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro
  • Data: 19/4/2026
  • Estádio: Couto Pereira, em Curitiba, capital do Paraná
  • Árbitro: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
  • Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Acacio Menezes Leao (PA)
  • VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
  • Gol: Breno Lopes (Coritiba, aos 6 min do 1°T)
  • Cartões amarelos: Sebastián Gómez (Coritiba) e Lyanco (Atlético)
  • Cartão vermelho: Renato Marques (Coritiba) e Renan Lodi (Atlético)
  • Público:

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A notícia Atlético acumula chances, mas paga caro por falhas e perde para Coritiba foi publicada primeiro no No Ataque por Rafael Cyrne

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