Técnico do Boca ‘defende’ jogadores em briga: ‘Reação lógica contra rival que provoca’

Técnico do Boca ‘defende’ jogadores em briga: ‘Reação lógica contra rival que provoca’

Em uma partida marcada por tensão desde os minutos iniciais, o clima explodiu após o apito final, quando atletas das duas equipes se envolveram em empurrões e discussões dentro de campo, após o zagueiro Ayrton Costa e o volante Leandro Paredes terem ido para cima do meia Matheus Pereira.

Jogo quente desde o início

O confronto já apresentava contornos de conflito muito antes da confusão final. Com muitas faltas, interrupções e discussões, o duelo foi travado e físico, cenário que se agravou com a expulsão do atacante Adam Bareiro ainda no fim do primeiro tempo.

Com um jogador a menos, o Boca passou a atuar de forma mais reativa, buscando segurar o empate fora de casa. Ao longo da etapa final, a equipe argentina reduziu o ritmo do jogo, com paralisações constantes, enquanto o Cruzeiro aumentava a pressão em busca do gol.

A insistência celeste foi recompensada aos 37 minutos, quando Néiser Villarreal marcou o gol da vitória. A partir daí, o Cruzeiro também passou a administrar o resultado, o que aumentou ainda mais a irritação dos visitantes.

Confusão após o apito final

O estopim veio logo após o fim da partida. O zagueiro Ayrton Costa partiu em direção ao meia Matheus Pereira, iniciando um princípio de tumulto que rapidamente envolveu outros jogadores.

O episódio foi consequência de provocações ao longo do jogo. Momentos antes, o próprio Matheus Pereira havia feito um gesto em direção ao volante Leandro Paredes, o que contribuiu para elevar ainda mais a tensão.

Apesar do cenário, a situação não evoluiu para agressões mais graves, com jogadores e membros das comissões técnicas tentando conter os ânimos.

Úbeda critica arbitragem e aponta impacto direto no jogo

Na entrevista coletiva, Úbeda não escondeu a insatisfação com a arbitragem, especialmente pela expulsão de Bareiro, considerada determinante para o rumo da partida.

“Nós vimos que não era para expulsão. O árbitro decide dar o segundo amarelo e, quando você observa a imagem, percebe que o Adam nunca faz o gesto de golpear. Isso condicionou todo o jogo e dificultou nosso plano”, afirmou.

O treinador ainda ampliou as críticas à condução do árbitro Esteban Ostojich:

“Ficou evidente como foi a arbitragem. Houve um excesso de protagonismo, foram cartões demais”, completou.

‘Reação lógica’ após provocações

Ao comentar a confusão no fim do jogo, Úbeda tratou o episódio como uma consequência natural do contexto vivido dentro de campo, especialmente após supostas provocações cruzeirenses.

“Quero valorizar o esforço coletivo, porque tivemos muita organização. A reação final é lógica quando você perde e enfrenta um rival que provoca. Tentamos todos que não passasse disso”

Claudio Úbeda, treinador do Boca Juniors

A fala do treinador reforça a leitura por parte dele de que o clima quente foi construído ao longo dos 90 minutos, e não apenas no momento final.

Estratégia após expulsão e desgaste físico

Úbeda também explicou as mudanças táticas realizadas após a expulsão, negando que tenha optado simplesmente por recuar a equipe.

“Não foi para nos retrair, mas para dar opção pelos lados e tentar encontrar espaços no contra-ataque. Queríamos atacar também, não apenas nos defender”, explicou.

Mesmo com a tentativa de reorganização, o Boca acabou cedendo nos minutos finais, após longo período de desgaste físico e pressão do Cruzeiro.

Derrota com impacto no grupo

Com o resultado, o Boca Juniors perdeu a invencibilidade de 14 jogos e viu o Cruzeiro igualar a pontuação no Grupo D da Libertadores.

Além do impacto na tabela, a partida deixou marcas fora das quatro linhas, com um ambiente de tensão que pode repercutir no jogo da volta, na Bombonera, em Buenos Aires, no dia 19 de maio.

Cruzeiro na Libertadores

O Cruzeiro chegou aos seis pontos e assumiu a liderança do Grupo D. O Boca Juniors soma a mesma quantidade, mas está atrás em função do confronto direto. A Universidad Católica-CHI figura em terceiro, com três pontos, e o Barcelona-EQU fecha a chave, ainda com zero.

Chilenos e equatorianos ainda não se enfrentaram na rodada. O duelo ocorre nesta quarta-feira (29/4), às 21h, no Monumental de Guayaquil, na cidade homônima. A posição do Cruzeiro depende de derrota ou empate da UC – que superou a equipe brasileira no Gigante da Pampulha.

Próximos jogos do Cruzeiro

O Cruzeiro volta a campo neste sábado (2/5), quando recebe o Atlético no Mineirão, às 21h, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Pela quarta rodada da Libertadores, o compromisso é diante da Universidad Católica, em 6 de maio (quarta-feira), às 23h, na Claro Arena, na Região Metropolitana de Santiago.

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