Bahia x Cruzeiro: goleadas com Ronaldo e Alex e ‘faixa carimbada’

Bahia e Cruzeiro se enfrentam neste sábado (9/5), a partir das 21h, na Arena Fonte Nova, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em 15º, com 16 pontos, o time celeste tem o objetivo de se afastar da zona de rebaixamento. Já o Tricolor de Aço, sexto colocado, com 22, quer se aproximar do G5.
A partida em Salvador será a de número 73 entre as duas equipes. São 37 vitórias do Cruzeiro, 18 empates e 17 triunfos do Bahia. A Raposa marcou 111 gols e sofreu 66. O No Ataque mostra a seguir algumas curiosidades do confronto.
A esperteza de Ronaldo Fenômeno
O duelo do dia 7 de novembro de 1993 entrou para a história do Mineirão em razão da atuação avassaladora de Ronaldo. O então adolescente de 17 anos, que iniciava sua trajetória profissional no Cruzeiro, fez cinco gols na vitória sobre o Bahia por 6 a 0.
O mais icônico ocorreu já aos 40 minutos do segundo tempo. O goleiro uruguaio Rodolfo Rodríguez defendeu finalização de Nonato e colocou a bola no chão sem perceber que o camisa 9 estava em sua cola.
Ronaldo, então, deu dois toques para fazer o sexto gol cruzeirense. O desempenho do Fenômeno naquela época já impressionava – ele tinha chegado a 23 tentos em um intervalo de três meses.
No ano seguinte, Ronaldo foi convocado para representar o Brasil na Copa do Mundo de 1994 e se transferiu para o PSV Eindhoven, da Holanda, em negociação que rendeu US$ 6 milhões ao Cruzeiro. O resto é história.
Alex lidera maior goleada
Dez anos mais tarde, o Cruzeiro voltou a castigar o Bahia com uma goleada. Dessa vez, na Fonte Nova, por um placar ainda superior: 7 a 0.
A tarde de 14 de dezembro de 2003 foi de tristeza para os torcedores tricolores, que viram o time amargar o rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Brasileiro na última posição, com 46 pontos em 46 rodadas.
A missão do Bahia era bastante complicada, pois do outro lado estava o tão temido Cruzeiro de 2003, campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Brasileirão.
O camisa 10 Alex liderou as ações da Raposa na partida ao marcar cinco gols – quatro em cobrança de pênalti. Felipe Melo e Mota completaram o massacre em Salvador.
Graças à vitória elástica, o Cruzeiro chegou a 100 pontos e 102 gols na Série A de 2003.
Faixa carimbada em pleno Mineirão
O Bahia também teve seus momentos de glória contra o Cruzeiro. Em 1º de dezembro de 2013, pela 37ª rodada do Brasileirão, o Tricolor de Aço “carimbou” a faixa de campeão do clube celeste diante de 48 mil pessoas no Mineirão.
Se a tarde era de festa para a Raposa, que receberia o troféu pela conquista do Campeonato Brasileiro, o Bahia necessitava da vitória para eliminar o risco de rebaixamento à Série B.
Os visitantes começaram vencendo com gol de Marquinhos Gabriel. Vinícius Araújo empatou para o Cruzeiro, porém Anderson Talisca, à época com 19 anos, garantiu o 2 a 1 para o Bahia aos 45′ da etapa final.
Ao término da competição, o Cruzeiro somou 76 pontos – 11 a mais que o Grêmio, segundo colocado. Já o Bahia contabilizou 48 e evitou o descenso ao finalizar em 12º lugar.
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