Conmebol divulga áudios do VAR de Boca x Cruzeiro e justifica: ‘Quer tirar o braço’

A Conmebol divulgou nesta quarta-feira (20/5) as análises e os áudios da cabine do VAR referentes aos lances que incendiaram os minutos finais do empate entre Boca Juniors e Cruzeiro (1 a 1), na Bombonera.
A publicação da entidade máxima do futebol sul-americano joga luz sobre as duas decisões mais contestadas pelo clube argentino: o gol anulado de Miguel Merentiel e o pedido de pênalti por toque de mão do volante Lucas Romero nos acréscimos da partida pela Copa Libertadores.
Os diálogos entre o árbitro de vídeo Ángel Arteaga e o árbitro de campo Jesús Valenzuela revelam critérios técnicos utilizados para respaldar a condução da arbitragem.
Gol anulado de Merentiel
A primeira grande polêmica ocorreu aos 43 minutos do segundo tempo, quando o atacante uruguaio mandou a bola para a rede, anotando o que seria o segundo gol do Boca Juniors. O lance foi invalidado após a checagem na cabine devido a uma infração cometida pelo meio-campista Milton Delgado no início da jogada. No vídeo explicativo, a entidade detalhou a irregularidade.
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“Um atacante de camisa azul bloqueia a bola com o braço, o qual se encontrava em uma posição antinatural e ocupando um espaço, configurando-se assim uma infração por toque de mão punível”, indicou o relato oficial da confederação.
Lance de Lucas Romero
Apenas dois minutos após ter o gol anulado, o Boca Juniors partiu para a pressão total e o elenco passou a reclamar de um pênalti em bloqueio de Lucas Romero. De acordo com os áudios revelados, a equipe do VAR avaliou o movimento do meio-campista do Cruzeiro como involuntário.
“A bola bate no braço, que se encontrava em uma posição natural como consequência de seu movimento corporal e justificável para a ação que realizava”, apontou a narração técnica da Conmebol.
Durante a revisão em tempo real, as falas de Arteaga na cabine reforçam que o atleta do time celeste não teve a intenção de interceptar a trajetória da bola com o membro superior. “Ele quer tirar o braço”, repetiu o responsável pelo VAR enquanto a bola rolava na Bombonera.
“Posição natural, além disso ele quer tirar o braço”, reiterou Arteaga para Valenzuela, confirmando a legalidade da jogada defensiva do Cruzeiro.
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