PVC perde paciência com Boca após empate contra Cruzeiro: ‘Aval à bandidagem’

PVC perde paciência com Boca após empate contra Cruzeiro: ‘Aval à bandidagem’

De acordo com o jornalista, o inconformismo argentino ficou evidente logo após o apito final, personificado na entrevista do volante Leandro Paredes, que classificou a anulação do segundo gol xeneize como uma “decisão rara”.

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PVC relatou que o sentimento de injustiça rapidamente tomou as ruas da capital argentina, onde torcedores passaram a justificar o tropeço com teorias sobre a perda de influência política da Argentina na Conmebol.

“Na manhã seguinte, o motorista do táxi, a caminho do aeroporto, solta a seguinte pérola: ‘O Brasil está dominando a arbitragem da Conmebol. Quando a Argentina tinha Julio Grondona, as coisas eram diferentes.’ A crença é quase um aval à bandidagem. A lógica de que não ganhamos mais, porque não temos bastidores, indica que se ganhava quando havia bastidores. É nisso que realmente se crê”, contextualizou o colunista, no site UOL Esportes.

Análise técnica contesta choro argentino

Apesar das reclamações em Buenos Aires, que envolveram a validação do gol de Fagner, a anulação do tento de Merentiel e um possível pênalti nos acréscimos, PVC ponderou que as decisões de Valenzuela encontraram respaldo técnico. Para ele, a arbitragem suportou a imensa pressão do caldeirão xeneize e agiu com firmeza nos lances cruciais que determinaram o placar.

“A arbitragem de Jesús Valenzuela foi considerada boa pela Conmebol. Tem quatro momentos difíceis e em que poderia haver outra interpretação. Mas em que tomou decisões corretas, diante do que interpretou. Não há erro e sim possibilidades distintas”, avaliou o jornalista.

PVC considerou legal o gol do Cruzeiro e viu margem de interpretação para a expulsão do volante Gerson e para o polêmico lance de toque de mão na área celeste nos minutos finais.

“Eu não expulsaria. Daria cartão amarelo. Mas há margem para o cartão vermelho, porque Gérson foi imprudente, deu o carrinho e não atingiu a bola, apenas a perna de Leandro Paredes”, escreveu.

“O toque no braço de Lucas Romero dentro da área defensiva do Cruzeiro existiu. O pênalti é de interpretação. Para mim, não foi pênalti. Para o árbitro venezuelano, também não”, concluiu.

Cruzeiro e Boca em 2018

Ao resgatar o histórico do confronto, o jornalista relembrou as quartas de final da Libertadores de 2018, quando o zagueiro cruzeirense Dedé foi expulso injustamente na Bombonera após um choque com o goleiro Andrada. Naquela ocasião, contudo, o desfecho favorável aos argentinos não se deu por fatores externos, mas pela bola jogada.

Refutando a tese de que o destino dos clubes na principal competição do continente é selado estritamente por forças políticas fora das quatro linhas, PVC encerrou a análise com uma cutucada direta na atual fase do gigante argentino, deixando claro que a Raposa hoje vive uma realidade técnica superior à dos donos da casa.

“Diremos o quê? Que naquele tempo a Argentina tinha bastidores? Que Eber Aquino foi covarde? Embora as duas opções possam ser verdadeiras, o Boca venceu em Buenos Aires, daquela vez, e empatou no Mineirão, porque demonstrou ter um time melhor do que o Cruzeiro. Neste ano de 2026, não tem”, sacramentou.

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