Quedas do Boca na primeira fase da Libertadores sempre envolveram o Cruzeiro; entenda
Pela segunda vez em toda a história da competição, o gigante argentino ficou pelo caminho ainda na primeira fase. E, curiosamente, nas duas ocasiões o Cruzeiro estava no mesmo grupo.
Em 2026, o Boca terminou apenas na terceira colocação do Grupo D, atrás de Universidad Católica-CHI e Cruzeiro. Com isso, os argentinos disputarão o playoff da Copa Sul-Americana e ficarão fora das oitavas de final da Libertadores.
O cenário remete diretamente à edição de 1994, quando o clube de Buenos Aires sofreu a primeira eliminação precoce na competição. Naquele ano, a Raposa também dividia a chave com os xeneizes.
Apenas duas eliminações na história
Dono de seis títulos da Libertadores, o Boca raramente fracassa na fase inicial. Antes de 2026, a única eliminação na fase de grupos havia ocorrido em 1994, há exatos 32 anos.
Naquela edição, os argentinos foram colocados em um dos grupos mais difíceis da história da competição. A chave reunia Boca, Cruzeiro, Palmeiras e Vélez Sarsfield-ARG, quatro equipes tradicionais do continente. Ao final das seis rodadas, a classificação terminou assim:
- 1º Vélez Sarsfield – 8 pontos
- 2º Cruzeiro – 7 pontos
- 3º Palmeiras – 6 pontos
- 4º Boca Juniors – 3 pontos
As únicas duas vezes em que o time argentino não conseguiu sobreviver à fase de grupos da Libertadores aconteceram em grupos que contavam com a presença do Cruzeiro.
- 1994: eliminado em grupo com Cruzeiro, Palmeiras e Vélez Sarsfield.
- 2026: eliminado em grupo com Cruzeiro e Universidad Católica.
Entre uma queda e outra passaram-se 32 anos, dezenas de participações, finais continentais e títulos da Libertadores.
Cruzeiro foi decisivo para a queda do Boca em 1994
A participação celeste naquela Libertadores ficou marcada por duas vitórias emblemáticas sobre o Boca Juniors. No primeiro turno, o Cruzeiro venceu por 2 a 1 dentro da Bombonera, com gols de Paulo Roberto e Roberto Gaúcho, resultado que até hoje é lembrado como um dos mais importantes da história do clube em solo argentino.
Na volta, no Mineirão, a Raposa repetiu o placar e praticamente selou o destino dos xeneizes na competição. Aquele confronto ficou eternizado por um dos gols mais famosos da carreira de Ronaldo Fenômeno. Ainda com apenas 17 anos, o atacante arrancou do meio-campo, passou por marcadores, driblou o goleiro e marcou um golaço que entrou para a história da Libertadores.
32 anos depois, a história se repete
Em 2026, muitos apontaram os argentinos como favoritos à liderança da chave, mas dentro de campo chilenos e brasileiros levaram a melhor.
Após a classificação, o meia Matheus Pereira fez questão de lembrar que boa parte das projeções colocava a Raposa como azarão.
“Fizemos uma campanha excelente num grupo completamente difícil, que teoricamente nos colocaram de fora já quando saiu o sorteio”, afirmou o camisa 10.
O resultado teve um efeito histórico: provocou apenas a segunda eliminação do Boca Juniors na fase de grupos em toda a sua trajetória na Libertadores.
Classificação do Grupo D em 2026
- Universidad Católica: 13 pontos (6 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 8 gols marcados, 4 sofridos, saldo +4)
- Cruzeiro: 11 pontos (6 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 8 gols marcados, 3 sofridos, saldo +5)
- Boca Juniors: 7 pontos (6 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 3 derrotas, 6 gols marcados, 5 sofridos, saldo +1)
- Barcelona SC: 3 pontos (6 jogos, 0 vitórias, 1 empate, 5 derrotas, 2 gols marcados, 12 sofridos, saldo -10)
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