Atlético produz pouco e amarga empate com Juventude na Copa do Brasil
Na maior parte do jogo, o Atlético enfrentou dificuldades diante de um organizado Juventude – que chegou a se defender com linha de seis em alguns momentos. Fosse com domínio da posse de bola no primeiro tempo ou com campo para correr em transição na etapa complementar, o Galo criou poucas grandes oportunidades de balançar as redes.
Prova disso é que o goleiro Jandrei, do Papo, não teve de fazer nenhuma defesa difícil ao longo da partida. A melhor chance alvinegra veio já nos minutos finais, com falta cobrada por Igor Gomes que parou na trave.
Com o resultado, o Atlético passa a depender de uma vitória no jogo de volta para avançar às quartas da Copa do Brasil. Em caso de novo empate, a decisão da vaga ocorrerá em disputa de pênaltis.
A definição entre Atlético e Juventude
Atlético e Juventude decidirão a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. O duelo eliminatório será disputado a partir das 19h30 da terça-feira (4/8).
Atlético x Juventude: o jogo
Como pede um duelo de mata-mata, a partida teve ritmo intenso nos minutos iniciais na Arena MRV. Mandante e time de maior capacidade de investimento, o Atlético naturalmente procurava controlar o confronto com a bola aos pés e protagonismo ofensivo.
O Juventude buscava construir desde trás e encontrava um Galo que marcava com linhas mais recuadas em relação a jogos anteriores. Mais uma vez, a equipe alvinegra demonstrava organização e combatividade para defender.
Renan Lodi, Victor Hugo e Dudu eram os mais agudos nas primeiras tentativas de ataque do Atlético. O lateral-esquerdo se infiltrava em meio aos adversários e não poupava tentativas de finalização; o meia-atacante ganhava campo com suas já tradicionais conduções em velocidade, enquanto o atacante dava opção pela direita e buscava criar soluções principalmente por meio do drible.
O Galo encontrava dificuldades, de toda maneira, diante de um rival com proposta amplamente conservadora. Em alguns momentos, o Juventude se defendia com seis jogadores na última linha e fechava os espaços com precisão.
O cenário era desafiador para o Atlético, que não criava oportunidades claras de gol. Aos 34 minutos, uma polêmica: Natanael ficou na bronca com um possível pênalti não marcado para o time alvinegro – o VAR sequer chamou o árbitro para revisão da jogada.
Na reta final do primeiro tempo, o Juventude passou a ocupar mais o campo de ataque e arriscar finalizações de média distância. Em uma delas, já nos acréscimos, Alisson Safira assustou a arquibancada ao acertar o travessão. O Galo chegou a responder com cruzamento de Maycon que encontrou Lodi livre na pequena área, mas o lateral-esquerdo desperdiçou a ocasião de frente à meta.
Segundo tempo
O Juventude deu início à etapa complementar com maior controle da posse de bola e, pouco a pouco, passava a encontrar mais espaços em meio à defesa do Atlético. Falhas de posicionamento e alguns erros técnicos do Galo foram decisivos para que o Papo criasse oportunidades logo nos primeiros minutos.
Ainda aos 11 minutos, o técnico Eduardo Domínguez acionou Cuello e Alan Minda nos lugares de Maycon e Dudu, respectivamente. Com as mudanças, Victor Hugo foi recuado para compor dupla de volantes com Tomás Pérez.
Mesmo com mais campo para correr e apostar em jogadas de transição, o Atlético era pior na Arena MRV. Com fluidez na troca de passes, o Juventude dava trabalho e se valia de uma grande atuação do meia-atacante MP para levar a bola ao terço final.
Preciado e Igor Gomes também foram acionados do banco de reservas, nos lugares de Natanael e Bernard, nesta ordem. Irritada com a atuação da equipe, a torcida alvinegra gritou em diferentes momentos: “Eu quero é raça! Do time todo!”.
O Galo voltou a ganhar volume ofensivo com as substituições, aos poucos. Cuello era o mais acionado e levava o time ao último terço, embora nem sempre tomasse as melhores decisões no acabamento das jogadas.
Aos 35 minutos, a melhor chance do Atlético: Igor Gomes cobrou falta com precisão e viu a bola encontrar a trave. Depois disso, pouca coisa mudou no panorama da partida.
Nos instantes finais, o conjunto de Eduardo Domínguez não forçou uma defesa sequer do goleiro Jandrei – assim como durante todo o confronto. Ainda houve tempo para que Cuello acertasse cabeceio perigoso em escanteio, mas para fora. Empate amargo para o Galo, que obriga uma atuação melhor no Rio Grande do Sul.
ATLÉTICO 0 x 0 JUVENTUDE
Atlético
Everson; Natanael (Preciado, aos 23min do 2°T), Ruan Tressoldi, Lyanco e Renan Lodi; Maycon (Cuello, aos 11min do 2°T), Tomás Pérez, Dudu (Alan Minda, aos 11min do 2°T), Victor Hugo e Bernard (Igor Gomes, aos 23min do 2°T); Cassierra
Técnico: Eduardo Domínguez
Juventude
Jandrei; Gabriel Pinheiro, Titi, Marcos Paulo, Aderlan (Nathan Santos, aos 29min do 2°T); Lucas Mineiro, Raí Silva, Patryck Lanza (Diogo Barbosa, aos 38min do 2°T), Fábio Lima (Mandaca, no intervalo, e depois Luan Martins, aos 29min do 2°T) e MP; Alisson Safira (Alan Kardec, aos 29min do 2°T)
Técnico: Maurício Barbieri
- Motivo: jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil
- Data: 1°/8/2026
- Estádio: Arena MRV, em Belo Horizonte
- Árbitro: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
- Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA)
- VAR: Daiane Muniz (SP)
- Gols:
- Cartões amarelos: Bernard (Atlético); Alisson Safira, Aderlan (Juventude)
- Público: 37.041 pessoas
- Renda bruta: R$ 1.953.201,28
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