Artur Jorge dá receita para Cruzeiro superar Chapecoense: ‘Vamos fazer de tudo em casa’
Na visão de Artur Jorge, o aspecto físico pesou: “Na primeira parte, estivemos claramente abaixo das nossas possibilidades. Jogamos em um ritmo lento, com pouca intensidade. Na segunda parte, melhoramos um bocadinho, mas não muito. Temos que nos reconhecer internamente. É violento jogar com dois dias de diferença”.
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O que fazer em casa?
Diante da própria torcida, Artur Jorge espera fôlego renovado, apesar do pouco tempo de trabalho (dois dias). O treinador espera mais intensidade, agressividade, repertório e dominância. Além de um gol o quanto antes para que haja tranquilidade em campo.
“Acabamos por ter jogadores que jogam mais do que outros e estão, portanto, mais preparados e capazes em termos físicos. O que temos que fazer é ser uma equipe mais intensa e agressiva ofensivamente, que consiga concretizar o que vamos criar para ter vantagem e, com o resultado, ser mais dominante. Ser dominante com resultado zero a zero pouco ou nada significa. Temos que marcar para que a vantagem traga tranquilidade”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
A Raposa chegou a balançar a rede na Arena Condá, em Chapecó, mas viu o árbitro Raphael Claus assinalar impedimento com auxílio do VAR. O lance ocorreu logo aos 12 minutos do primeiro tempo, quando o atacante Kaique Kenji completou passe dado pelo zagueiro Fabrício Bruno. Depois disso, os celestes pouco fizeram.
Em casa, a meta é ‘fazer de tudo’ para conseguir a classificação para as quartas de final: “Temos que estar bem preparados para dar nosso melhor, dar resposta. Todos sabemos que poderíamos ter dado mais hoje (domingo). Sabemos que é violento, em quais condições as coisas se passam e seguramente iremos dar a resposta que queremos, porque nosso objetivo é passar por essa eliminatória. Vamos fazer de tudo em casa para conseguir ser melhor e ganhar o jogo”.
Desde 2018, o ‘gol fora de casa’ não tem peso maior no placar, ou seja, não há vantagem no duelo entre Cruzeiro e Chapecoense. A equipe que vencer – por qualquer placar – avança de fase. Outro empate leva a decisão da vaga nas quartas de final para os pênaltis.
Até o próximo embate, o Cruzeiro tem apenas duas sessões de treinamentos. Artur Jorge definiu como ‘violento’ o calendário do futebol nacional, embora tenha dito que as frequentes aparições coloquem os atletas em boa rotação: “A questão da forma física tem muito a ver com o que pedimos, o número de jogos e o intervalo de jogos. Os jogadores acabam por aqui no Brasil se sentindo mais confortáveis e com mais condições jogando regularmente, de três em três dias. Porque entramos numa questão fisiológica e eles acabam entrando nessa defesa – de estarem preparados para competir e jogarem dessa forma”.
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Atenção ao ataque da Chapecoense
Ao Cruzeiro não bastará foco na agressividade. É preciso concentrar forças no setor defensivo. Na primeira partida, para anular a linha com três atacantes, Artur Jorge escalou o zagueiro Lucas Villalba na lateral esquerda para ter mais segurança. E conseguiu.
“É uma equipe que tem qualidade e forma de jogar. Nós reconhecemos e procuramos contrariar. Tem três homens na frente, mais direcionados para a transição, jogando com o Giovanni, que acaba por ser um meio que flutua entre linhas. Tentamos contrariar isso estando bem posicionados e sendo agressivos defensivamente para ganhar duelos”, pontuou.
A Raposa não deve ter novos desfalques, mas a Chapecoense terá. O atacante Yannick Bolasie sofreu um trauma no abdômen, que ocasionou lesão rara no pâncreas, e não viajou a Belo Horizonte.
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