Cruzeiro cria chances, vence Chapecoense e vai às quartas da Copa do Brasil
Artur Jorge apostou em uma trinca com Matheus Henrique, Gerson no meio-campo, além da juventude e altivez de Kenji e Arroyo no ataque. Do outro lado, a Chapecoense, comandada por Rafael Lacerda, manteve a estratégia de um time compacto, buscando explorar os contra-ataques e as bolas longas.
A proposta das equipes ficou evidente desde o início. O Cruzeiro tentou controlar as ações, valorizando a posse de bola e ocupando o campo ofensivo, enquanto a Chapecoense apostou em linhas baixas, forte marcação e transições rápidas quando recuperava a bola.
Próximos jogos
Com a classificação, o Cruzeiro agora aguarda o sorteio da CBF para conhecer o adversário das quartas de final da Copa do Brasil. Pelo Campeonato Brasileiro, a Raposa volta a campo neste domingo, para enfrentar o Mirassol, às 11h, no Mineirão.
Já a Chapecoense visitará o Coritiba, neste sábado, às 20h30, no Couto Pereira, em Curitiba.
Como foi o jogo
Primeiro tempo
O jogo começou como se esperava: com o Cruzeiro controlando as ações e mantendo a posse de bola na maior parte do tempo, visando exercer pressão nos minutos iniciais.
William e Gabriel Rojas, os laterais celestes, davam amplitude próximos à linha ofensiva, enquanto os zagueiro se um dos volantes (ora Gerson, ora Matheus Henrique) desciam para fazer uma “saída de três”, em que visavam ter superioridade númerica em relação aos atacantes da Chapecoense.
Logo aos quatro minutos, a Raposa assustou pela primeira vez: após um corte ruim dos catarinenses, Matheus Pereira bateu forte de primeira, mas a bola subiu e não encontrou o gol de Anderson.
Cinco minutos depois, outra chance para o camisa 10: Rojas encontrou o meia livre próximo à área da Chape e MP fez com que Anderson precisasse praticar grande defesa.
Apesar do ímpeto inicial, a pressão cruzeirense diminuiu após o primeiro terço do jogo. A Chapecoense buscava esfriar a partida e fechava bem os espaços.
O Cruzeiro, por sua vez, circulava a bola sem tanta efetividade. As tentativas de contra-ataque dos catarinenses quase sempre eram bem neutralizadas pela defesa celeste.
A Raposa buscava encontrar espaços por dentro e, aos 29, o primeiro gol quase saiu após uma boa tabela entre Gerson e Arroyo, que terminou em bom corte da defesa da Chape. Cinco minutos depois, Kaio Jorge fez com que Anderson trabalhasse novamente, ao chapar no centro do gol catarinense.
Aos 38, mais uma chance do Cruzeiro na primeira etapa: após boa trama de Rojas pela esquerda, Arroyo isolou uma bola que ficara à feição do equatoriano na entrada da área.
No fim da primeira etapa, aos 46 minutos, água mole em pedra dura, tanto bateu que furou: Fabrício Bruno, como um lateral-direito, driblou e cruzou para a área de perna esquerda. O baixinho Matheus Henrique entrou em meio aos grandalhões da defesa catarinense e cabeceou. Anderson defendeu na primeira, mas no rebote o camisa 7 cruzeirense balançou as redes. 1 a 0.
O fim do primeiro tempo, que era bom para o Cruzeiro, ficou ainda melhor: minutos após o gol, Max Alves deu uma solada na canela de Rojas. Após revisão no VAR, Matheus Candançan expulsou o jogador da Chapecoense.
Segundo tempo
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo na mesma toada do primeiro e pressionava a Chape. Logo aos seis minutos, Kaio Jorge até balançou as redes, mas estava impedido e o gol foi anulado. Um minuto depois, Matheus Pereira cobrou escanteio e Gerson obrigou Anderson a fazer boa defesa, após cabeçada.
Aos 10, nova chegada cruzeirense. Arroyo puxou contra-ataque, Kaio Jorge fez o “facão” e recebeu bom passe, mas parou em Anderson após chute cruzado. O Cruzeiro seguia no colntrole das ações e aos 19 voltou a assustar, quando Kaio Jorge acertou o travessão após tabelar com William.
A Raposa mantinha o controle do jogo, mas não conseguia ser eficaz para ampliar o marcador. Em alguns momentos a Chape tentava escapar em contragolpes, mas a desvantagem numérica em muito prejudicava as investidas catarinenses.
Aos 40 minutos do segundo tempo, veio o golpe fatal: KJ recebeu bom passe de William e foi derrubado na área. Pênalti!
O camisa 19 cobrou no canto esquerdo de Anderson, que não pôde deter o centroavante cruzeirense. 2 a 0.
Dali em diante, o fim do encontro foi de mera formalidade. O Cruzeiro confirmou a classificação com a vitória e seguiu firme a trajetória rumo ao heptacampeonato da Copa do Brasil
CRUZEIRO x CHAPECOENSE
Cruzeiro
Otávio; William, Fabrício Bruno, João Marcelo e Gabriel Rojas; Matheus Henrique (Lucas Romero, aos 15′ do 2ºT), Gerson e Matheus Pereira; Keny Arroyo (Felipe Morais, aos 23′ do 2ºT), Kaique Kenji (Marquinhos, aos 23′ do 2ºT) e Kaio Jorge (Bruno Rodrigues, aos 42′ do 2ºT). Técnico: Artur Jorge.
Chapecoense
Anderson, Bruno Tubarão (Bruno Matias, aos 23′ do 2ºT), Eduardo Doma, Rafael Thyere e Bruno Pacheco; Camilo, Fernando (Tulio Eduardo, aos 15′ do 2ºT), Max Alves e Giovanni Augusto (Ênio, aos 23′ do 2ºT); Marcinho e Rubens (Everton, no intervalo). Técnico: Rafael Lacerda.
- Motivo: jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil
- Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
- Gols: Matheus Henrique, aos 46′ do 1ºT; Kaio Jorge, aos 40′ do 2ºT
- Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
- Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Evandro de Melo Lima (SP)
- VAR: Diego Pombo Lopez (BA)
- Cartões amarelos: Anderson, aos 19′ do 1ºT; Camilo, aos 19′ do 1ºT; Marcinho, aos 33′ do 2ºT (CHA)
- Cartões vermelhos: Max Alves, aos 48′ do 1ºT
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