Como Cruzeiro e Atlético serão impactados com a mudança no número de estrangeiros no Brasileirão
Hoje, tanto a Raposa quanto o Galo têm listas extensas de atletas nascidos fora do país. Como a trava começará a apertar a partir de 2027, as diretorias de ambos os clubes precisaram calibrar o fluxo de contratações internacionais e a renovação de vínculos para evitar que peças importantes fiquem de fora até do banco de reservas no futuro.
O cenário no Cruzeiro
A Raposa conta atualmente com oito estrangeiros em seu plantel principal, sendo que diversos deles ocupam papel de protagonismo técnico e de liderança na equipe.
Os estrangeiros do elenco celeste
Quem vem jogando com frequência
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Lucas Romero (Argentina): Capitão e uma das principais lideranças do grupo. Destaca-se pela marcação e proteção ao sistema defensivo, além do apoio ao ataque com gols em chutes de média e longa distância.
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Lucas Villalba (Argentina): Zagueiro de origem com versatilidade para atuar na lateral esquerda. É a primeira opção quando o técnico Artur Jorge decide reforçar a capacidade defensiva do setor. Marcou recentemente na vitória por 3 a 1 sobre o Vitória, fora de casa, pelo Brasileirão.
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Keny Arroyo (Equador): Ganhou protagonismo com sua jogada característica de puxar a bola da ponta direita para o meio e finalizar de pé esquerdo da entrada da área. Autor de oito gols em 2026, o atacante foi convocado para representar a Seleção do Equador na última Data Fifa.
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Gabriel Rojas (Argentina): Lateral-esquerdo que vem atuando com frequência depois de ter sido comprado por mais de R$ 30 milhões do Racing. Ainda não adquiriu a confiança necessária para colocar em prática o estilo de jogo de apoio ao ataque que lhe colocou na pré-lista da Argentina na Copa do Mundo de 2026.
Outros atletas
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Matías Viña (Uruguai): Lateral-esquerdo
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Lucho Rodríguez (Uruguai): Atacante
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Néiser Villarreal (Colômbia): Atacante
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Luis Sinisterra (Colômbia): Atacante
O impacto no Atlético
A situação no Galo exige a mesma atenção estratégica. Com nove atletas estrangeiros em seu grupo de jogadores, o alvinegro está exatamente no limite atual permitido em súmula e precisará enxugar essa cota nos próximos ciclos de mercado.
Os estrangeiros do elenco atleticano
Quem vem jogando com frequência
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Tomás Cuello (Argentina): É a principal arma do setor ofensivo alvinegro em 2026, somando 9 gols e 8 assistências em 44 partidas na temporada. O meia-atacante recebeu uma proposta de 15 milhões de euros do CSKA, da Rússia, mas a diretoria optou por mantê-lo para a disputa da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana.
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Mateo Cassierra (Colômbia): Embora questionado por parte da torcida por causa da efetividade nas finalizações (marcou 6 gols no ano), segue prestigiado pelo técnico Eduardo “Barba” Domínguez, que o escalou em 40 partidas (30 como titular).
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Kevin Castaño (Colômbia): Emprestado pelo River Plate, assumiu a titularidade no meio-campo e agrada pela qualidade no passe e na marcação. Disputou duas partidas na Copa do Mundo de 2026 pela Seleção da Colômbia.
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Alan Franco (Equador): Volante peça-chave do setor de meio-campo alvinegro, com presença constante nas escalações e intensidade na marcação e transição ofensiva. Soma mais de 200 partidas pelo Galo, com participação nos títulos da Copa do Brasil e do Brasileirão de 2021, bem como de quatro estaduais.
Outros atletas
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Tomás Pérez (Argentina): Meia/Volante
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Angelo Preciado (Equador): Lateral-direito
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Mamady Cissé (Guiné): Meia
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Alan Minda (Equador): Atacante
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Thiago Borbas (Uruguai): Atacante
Entenda as novas regras aprovadas pela CBF
As mudanças regulatórias para as Séries A e B do Campeonato Brasileiro foram anunciadas pela CBF após reunião realizada com clubes e federações no Rio de Janeiro. Aprovadas pela maioria dos clubes — com votos contrários de Flamengo, Bahia e Londrina —, as medidas elaboradas pela CBF Academy visam dar mais espaço aos jovens talentos formados no país.
1. Redução progressiva de estrangeiros por jogo
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2026 (Atual): Até 9 estrangeiros relacionados
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2027: Limite de 8 estrangeiros por jogo
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2028: Limite de 7 estrangeiros por jogo
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2029: Limite de 6 estrangeiros por jogo
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2030: Limite final de 5 estrangeiros por jogo
2. Cota obrigatória para atletas Sub-23
Para reverter a queda na utilização de pratas da casa, a CBF também determinou um número mínimo de atletas com até 23 anos na lista geral de 50 inscritos por clube na competição:
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2027: Mínimo de 20 atletas sub-23 (em 50 inscritos)
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2030: Mínimo de 25 atletas sub-23 (em 50 inscritos)
“A gente tem um diagnóstico de que os jogadores sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos. Em contrapartida, o número de estrangeiros aumentou substancialmente nos últimos anos, e isso fez com que os jovens brasileiros tenham cada vez menos espaço. A medida que propomos agora mantém um número importante de estrangeiros. Entendemos a importância do estrangeiro no futebol brasileiro, mas, tanto com a redução do limite de estrangeiros, quanto com alterações no molde de inscrição de atletas na competição, tentamos dar mais espaço para os jogadores sub-23 e melhorar a qualidade técnica dos nossos times, principalmente no médio e longo prazo.” — Helder Melillo, diretor executivo da CBF
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