Nelinho 9, Palhinha 5: a curiosa numeração do Cruzeiro na Libertadores de 1976
Já o número 10 caiu para Joãozinho, autor do icônico gol de falta na vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, da Argentina, no terceiro confronto da decisão, em 30 de julho de 1976, no Estádio Nacional de Santiago, no Chile.
Qual a razão para tantas “inovações” na numeração? Em entrevista ao No Ataque, Joãozinho contou o que ouviu do técnico Zezé Moreira à época da inscrição dos atletas na Libertadores.
“O Zezé Moreira chegou para mim e para o Dirceu Lopes falando assim: ‘como vocês já disputaram a Libertadores, os argentinos, uruguaios e outros da América do Sul já conhecem vocês’. Não sei se ele falou isso com o Nelinho, que jogava com a 2 ou a 4. Mas eu era o 11, e o Dirceu o 10. Como eu sou muito fã do Dirceu, acho que me deu sorte”.
Quem teve o número ‘fora do habitual?‘
- Nelinho (lateral-direito): trocou a camisa 4 pela 9. Exímio cobrador de faltas e pênaltis, marcou 6 gols na competição.
- Piazza (volante): icônico camisa 5, usou a 13 na Libertadores. Era o capitão da equipe celeste.
- Palhinha (centroavante): o histórico camisa 9 foi o artilheiro do torneio, com 13 gols, vestindo a número 5.
- Joãozinho (ponta-esquerda): costumava ser o camisa 11, porém “ganhou” a 10 especialmente na Libertadores e a eternizou com o gol de falta que deu o título ao clube na vitória por 3 a 2 sobre o River Plate.
- Eduardo (meia-direita): o versátil meio-campista, que alternava entre os números 7 e 10, recebeu a 11 na Libertadores.
- Roberto Batata (ponta-direita): devido à presença de Jairzinho no elenco, foi inscrito com o número 14.
- Dirceu Lopes (meia-esquerda): estava em recuperação de lesão e por isso não disputou nenhum jogo da Libertadores de 1976. Era o camisa 22.
Os 25 inscritos do Cruzeiro na Copa Libertadores de 1976
Goleiros
- 1- Raul
- 15- Hélio
- 23- Vitor
- 24- Geraldão
Laterais
- 6 – Vanderlei
- 9 – Nelinho
- 17 – Mariano
Zagueiros
- 2 – Ozires
- 3 – Moraes
- 4 – Isidoro
- 12 – Darci Menezes
Volantes
- 8 – Zé Carlos
- 13 – Piazza
Meias
- 11 – Eduardo
- 20 – Waldo
- 21 – Eli Mendes
- 22 – Dirceu Lopes
Atacantes
- 5 – Palhinha
- 7 – Jairzinho
- 10 – Joãozinho
- 14 – Roberto Batata
- 16 – Ronaldo Drummond
- 18 – Silva
- 19 – Roberto César
- 25 – Kléber
Jogos do Cruzeiro na Libertadores de 1976
Primeira fase
- 07/03 – Cruzeiro 5 x 4 Internacional – Mineirão, Belo Horizonte
- 14/03 – Sportivo Luqueño 1 x 3 Cruzeiro – Defensores del Chaco, Assunção
- 18/03 – Olimpia 2 x 2 Cruzeiro – Defensores del Chaco, Assunção
- 24/03 – Cruzeiro 4 x 1 Sportivo Luqueño – Mineirão, Belo Horizonte
- 28/03 – Internacional 0 x 2 Cruzeiro – Beira-Rio, Porto Alegre
- 04/04 – Cruzeiro 4 x 1 Olimpia – Mineirão, Belo Horizonte
Triangular Semifinal
- 09/05 – LDU 1 x 3 Cruzeiro – Atahualpa, Quito
- 12/05 – Alianza Lima 0 x 4 Cruzeiro – El Mamute, Lima
- 20/05 – Cruzeiro 7 x 1 Alianza Lima – Mineirão, Belo Horizonte
- 30/05 – Cruzeiro 4 x 1 LDU – Mineirão, Belo Horizonte
Final
- 21/07 – Cruzeiro 4 x 1 River Plate – Mineirão, Belo Horizonte
- 28/07 – River Plate 2 x 1 Cruzeiro – Monumental de Núñez, Buenos Aires
- 30/07 – Cruzeiro 3 x 2 River Plate – Estádio Nacional, Santiago
Participações na campanha
- 13 jogos: Raul, Nelinho, Moraes e Eduardo
- 12 jogos: Vanderlei, Jairzinho e Joãozinho
- 11 jogos: Darci, Zé Carlos, Palhinha e Piazza
- 7 jogos: Isidoro
- 6 jogos: Roberto Batata e Ronaldo
- 5 jogos: Ozires
- 3 jogos: Valdo
- 2 jogos: Silva
- 1 jogo: Eli Mendes e Mariano
Artilheiros
- 13 gols: Palhinha
- 12 gols: Jairzinho
- 7 gols: Joãozinho
- 6 gols: Nelinho
- 3 gols: Eduardo
- 2 gols: Roberto Batata
- 1 gol: Darci, Ronaldo e Valdo
A notícia Nelinho 9, Palhinha 5: a curiosa numeração do Cruzeiro na Libertadores de 1976 foi publicada primeiro no No Ataque por Rafael Arruda

