Atlético domina e empilha chances, mas só empata com a Chapecoense pelo Brasileiro
Na estreia do uniforme laranja, o terceiro de 2026, o Atlético procurou controlar a Chapecoense por meio da posse de bola e do domínio territorial. A partida teve um cenário desenhado: o Galo com a bola no campo de ataque em busca de espaços em meio a defesa do Verdão do Oeste.
De toda forma, alguns contra-ataques causaram “arrepios” na torcida alvinegra. Em um deles, na reta final do primeiro tempo, Túlio Eduardo aproveitou falha de Vitor Hugo para abrir o placar para a Chapecoense.
Já na etapa complementar, o “bombardeio” do Atlético surtiu efeito – ainda que não o esperado. Cassierra aproveitou cruzamento de Bernard para desviar para o gol com o pé direito e encerrar o maior jejum da carreira: eram 19 jogos sem balançar as redes.
Com o resultado, o Galo se mantém na sétima posição do Brasileirão, agora com 40 pontos. A Chapecoense segue como lanterna, agora com 18.
Próximos jogos de Atlético e Chapecoense
Agora, o Atlético se concentra em jogo atrasado pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Bragantino. O duelo será disputado ao fim da Data Fifa, a partir das 18h30 do dia 3 de outubro (um sábado).
A Chapecoense só voltará a jogar em 7 de outubro (uma quarta-feira), a partir das 20h. O confronto contra o Vitória, pela 29ª rodada do Brasileirão, será disputado no Barradão, em Salvador.
Atlético x Chapecoense: o jogo
A escalação modificada do Atlético trouxe novidade tática inesperada: sem um homem de referência no ataque, os jogadores ofensivos do Galo trocavam de posição nos minutos iniciais, confundindo a marcação da Chapecoense. Fred, Bernard, Alan Minda e Cuello eram os principais envolvidos nessa dinâmica.
Mais uma vez no embalo de uma pulsante Arena MRV, o Atlético começou uma partida em ritmo acelerado. Logo aos 3 minutos, depois de boa trama com Bernard pela esquerda, o volante Alexsander acertou o travessão com toque sutil por cima do goleiro Anderson.
A fluidez alvinegra na circulação de bola chamava atenção, e o Atlético ampliava a sensação de domínio no confronto – ainda que tenha possibilitado com que o oponente escapasse com alguns contra-ataques em velocidade, sem maiores perigos. Na marcação, na maior parte do tempo, o Galo se mostrava agressivo nos duelos e pressionava a saída de bola adversária, forçando erros.
Aos 13, após trama rápida entre Cuello e Natanael pela direita, foi a vez de Fred perder chance: o camisa 7 viu o lateral-direito Dudu, da Chape, salvar um chute em cima da linha depois de aparecer para finalizar na grande área. Instantes depois, Natanael parou em Anderson com novo remate. Pura pressão dos comandados de Eduardo Domínguez.
Com a leveza de uma equipe que atravessa ótima fase, os jogadores do Galo demonstravam confiança em cada iniciativa individual. Cuello e Alan Minda eram os que mais arriscavam dribles, e Kauã Pascini chegou a fazer belo domínio de letra ao receber inversão de bola para a esquerda.
Mesmo diante de um adversário fechado, o Atlético demonstrava repertório para criar oportunidades de balançar as redes – também pela fragilidade da Chapecoense, claro. Com movimentação intensa, passes rápidos e triangulações, o Galo desestruturava encaixes e parecia cada vez mais próximo do gol.
Na reta final do primeiro tempo, no entanto, o ritmo alvinegro caiu, e a partida ganhou cenário de maior equilíbrio. O Verdão do Oeste passou, inclusive, a aproveitar mais os espaços cedidos pela defesa do Atlético para aparecer mais no campo de ataque – Gabriel Delfim teve de fazer importante defesa em uma dessas ocasiões, já aos 42.
Até que, aos 43, um “balde de água fria” foi despejado no Atlético. Em mais uma oportunidade de transição, a Chapecoense encontrou Dudu com liberdade pelo corredor direito – o estreante pelo clube catarinense invadiu a grande área com liberdade e acionou Túlio Eduardo, que infiltrou às costas do zagueiro Vitor Hugo e só teve o trabalho de empurrar para as redes: 1 a 0 para a Chapecoense na Arena MRV.
Segundo tempo
O resultado negativo mexeu, em alguma medida, com o ambiente das arquibancadas da Arena MRV. Desde os primeiros lances da etapa complementar, torcedores do Atlético se dividiram entre momentos de incentivo ao time e de impaciência e bronca por erros nas tramas ofensivas.
Necessitada do resultado, a Chapecoense se fechou ainda mais. Com pouco espaço por dentro, o Galo apostava em iniciativas pelas laterais para tentar criar novas oportunidades de gol.
Para tentar dar mais poder ofensivo ao Atlético, “Barba” acionou Renan Lodi, Dudu e Cassierra nas vagas de Pascini, Alan Minda e Alexsander, respectivamente. Com as mudanças, Fred recuou um pouco mais em campo para compor dupla de volantes com Maycon.
Bernard e Cuello também inverteram lados. A torcida respondeu com cânticos mais altos para empurrar a equipe ao empate.
Aos 21, Cuello perdeu chance inacreditável na Arena MRV. Renan Lodi encontrou cruzamento perfeito para o argentino, que se antecipou ao marcador na segunda trave – de fente para a meta com o goleiro “vencido”, o atacante cabeceou para fora.
No minuto seguinte, finalmente, a bola entrou: Bernard fez jogada individual pela esquerda e encontrou Cassierra, que empurrou para as redes em lance de oportunismo e igualou a contagem: 1 a 1. O colombiano pôs fim a um jejum de 19 partidas sem marcar, o maior da carreira como profissional.
O tento voltou a “incendiar” o ambiente, e o Atlético era, mais uma vez, pura pressão. Dudu desperdiçou grande oportunidade em contra-ataque rápido com passe magistral de Fred, enquanto Bernard “tirou tinta” da trave de Anderson com finalização de pé esquerdo, de fora da área.
A Chapecoense teve outra janela para voltar a ficar à frente do placar em contra-ataque incrível desperdiçado na cara do gol, mas o cenário de “bombardeio” do Galo persistiu até os minutos finais. Não foi o suficiente: em resultado frustrante para a torcida, o Atlético amargou empate com a lanterna do Campeonato Brasileiro e se manteve na sétima colocação.
ATLÉTICO 1 x 1 CHAPECOENSE
Atlético
Gabriel Delfim; Natanael, Vitão, Vitor Hugo e Pascini (Cassierra, aos 12min do 2°T); Maycon (Castaño, aos 37min do 2°T), Alexsander (Renan Lodi, aos 12min do 2°T), Fred, Cuello e Alan Minda (Dudu, aos 12min do 2°T); Bernard
Técnico: Eduardo Domínguez
Chapecoense
Anderson; Dudu (Bruno Matias, aos 25min do 2°T), Kauan Faria, Eduardo Boma e Bruno Pacheco (Fernando, aos 36min do 2°T); Camilo, Yago Felipe (David, aos 42min do 2°T) e Giovanni Augusto (Miguel Carvalho, aos 36min do 2°T); Garcez, Marcinho e Túlio Eduardo (Bolasie, aos 25min do 2°T)
Técnico: Rafael Lacerda
- Motivo: 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro
- Data: 19/9/2026
- Estádio: Arena MRV, em Belo Horizonte
- Árbitro: Raphael Claus (SP)
- Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Maíra Mastella Moreira (RS)
- VAR: Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RS)
- Gols: Túlio Eduardo (Chapecoense, aos 43min do 1°T); Cuello (Atlético, aos 23min do 2°T)
- Cartões amarelos: Vitor Hugo, Vitão (Atlético); Fernando (Chapecoense)
- Público: 35.844 pessoas
- Renda bruta: R$ 1.865.150,25
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