O desabafo de Fael sobre reservas do Atlético: ‘Sobe a pressão arterial’
A análise de Fael Lima no Alterosa Esporte desta segunda-feira (11/5) tocou na ferida aberta pela transformação do clube em SAF. Para o comentarista, a política de contratações contida resultou em um grupo de jogadores que já não suporta o peso das competições.
O sistema defensivo sob o comando de Barba também preocupa, visto que o time foi vazado em todos os últimos confrontos. A estatística apurada por Fael é implacável. Nos últimos 39 jogos, o Atlético só saiu de campo sem sofrer gols em sete oportunidades.
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A queda de performance não é apenas física, mas estrutural, fruto de um planejamento que privilegiou o equilíbrio financeiro em detrimento do reforço técnico. Fael aponta que a qualidade do plantel diminui a cada semestre, obrigando o treinador a confiar em lampejos individuais.
A entrada de reservas, inclusive, tornou-se um gatilho de ansiedade para os torcedores, pois a mudança nas peças frequentemente precede o declínio anímico do time. O banco de reservas, em vez de solução, tem funcionado como o anúncio de um retrocesso tático iminente.
O erro individual do zagueiro Junior Alonso aos 44 minutos do segundo tempo – que permitiu o gol de empate de Arthur Cabral – ilustra essa instabilidade. O Galo vencia com gol de Mateo Cassierra, mas a incapacidade de fechar o jogo transformou a festa em protesto.
“Sobre o Barba, pela característica dele, eu imaginei que o Galo sofreria menos gols, mas continua aquela saga. Depois que o Galo se tornou SAF, inclusive com um grande período sem contratar jogadores, o elenco vem caindo de qualidade semestre após semestre. Vai diminuindo a qualidade, você vai ficando ‘na conta do chá’, até que chegou numa situação em que nem a conta do chá dá para usar mais. Você tem que escalar 11 jogadores ali, usa atletas medianos ou bons e tem que contar que eles estejam num dia inspirado para entregar mais do que se esperava.”
Fael Lima, representante da torcida do Atlético na bancada democrática
“Quando você precisa acionar o banco de reservas, sobe a plaquinha e sobe a pressão arterial do atleticano. Porque sabe que, quando aciona o banco, normalmente o Atlético sofre não só uma queda técnica, mas uma queda anímica dentro de campo. Os jogadores parecem saber que vão sofrer um gol por uma questão de tempo”, completou o comentarista.
Gratidão em meio ao caos
A homenagem a Hulk antes do apito inicial serviu como um breve armistício entre a arquibancada e a gestão. O tifo gigante e os gritos de “obrigado” marcaram o fim de uma era para o atacante de 39 anos, que agora segue para o Fluminense.
Entretanto, assim que o ídolo deixou o gramado, a realidade dos resultados ruins retomou o protagonismo com vaias e críticas direcionadas aos investidores.
Para Fael, a cobrança é legítima e necessária, independentemente da carga emocional envolvida na saída do camisa 7. O empate amargo mantém o Atlético estagnado na tabela, sem conseguir embalar uma sequência de vitórias desde o início de abril.
“Homenagem para o Hulk, gratidão eterna. A torcida gritou e mostrou mais uma vez que uma coisa é o movimento de internet, outra coisa é o movimento presencial ali. Por isso essa gratidão foi fantástica. Assim que o Hulk deixou o gramado, a torcida fez o que tinha que fazer: protestou mais uma vez. Porque independentemente de vitória em clássico ou qualquer outra coisa, a cobrança tem que continuar”, salientou.
Veja o Alterosa Esporte desta segunda-feira (11/5):
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