Prova para o Cruzeiro: defesa oscilante encara pior ataque do Brasileiro
A fase defensiva do Cruzeiro, não restrita ao comportamento dos atletas que compõem a primeira linha, vive claro momento de oscilação. O último resultado sem um gol sofrido ocorreu em 5 de agosto, na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, pela volta das oitavas de final da Copa do Brasil.
Desde então, são 10 compromissos e 15 tentos contra – importante média de 1,5 por partida. Desses, quatro tiveram origem em bola aerea, problema já reconhecido pelo técnico Artur Jorge. Pelo menos outros cinco surgiram de oportunidades criadas na faixa central do gramado. E ao menos um a partir de rebote aproveitado dentro da grande área.
No último compromisso, por exemplo, a derrota por 2 a 1 para o Santos, o comandante celeste explicou que os jogadores não conseguiram encurtar a marcação, ou seja, reduzir o tempo e o espaço de reação dos adversários quando tinham a bola. Quando esse primeiro balanço é atrasado, um outro defensor precisa se movimentar, gerando espaço para o rival. Com o sistema defensivo desordenado, o natural é que a defesa sempre chegue atrasada.
Na avaliação do zagueiro Fabrício Bruno, a Raposa ficou exposta em boa parte de confronto. O defensor admitiu o momento de oscilação e a necessidade de equilíbrio entre a fase defensiva e a fase ofensiva.
“Eu acho que a gente, principalmente no primeiro tempo, ficou muito exposto, visto que o Santos teve muitas finalizações dentro da nossa grande área, o Otávio fez grandes defesas… A gente precisa procurar um pouco mais desse equilíbrio entre a parte ofensiva e a parte defensiva para não sofrer tanto igual sofremos em alguns jogos. Não é uma coisa que aconteceu agora, não é um fato isolado, vem acontecendo recorrentemente”, avaliou.
Trata-se, também, do período de maior instabilidade do Cruzeiro desde que Artur Jorge assumiu o comando técnico. Antes da sequência citada, o treinador não sabia o que era perder duas vezes consecutivas – para Vasco (3 a 1, pela 25ª rodada do Brasileiro) e Atlético (2 a 1, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil).
O embate com o Vitória é a chance de a Raposa mostrar para a torcida que tem olhado com preocupação a inconsistência defensiva. Em 27 compromissos, o Leão marcou apenas 27 gols – média de um por partida.
Vitória x Cruzeiro
O Cruzeiro entra na 28ª rodada do Brasileiro em sexto lugar, com 42 pontos. Se triunfar diante do Vitória, pode escalar uma posição, desde que o Fluminense, em quinto, com 45, não pontue (visita o Corinthians na Neo Química Arena, em São Paulo, no mesmo dia e horário) e também seja superado no saldo de gols (6 contra 0 do Cruzeiro).
Em caso de empate, a Raposa permanece na mesma posição – o que pode ocorrer também se vencer e não conseguir ultrapassar o tricolor carioca. Mas, caso perca, o clube estrelado pode perder posição para o maior rival. O Atlético figura em sétimo lugar, com 39 pontos, e encara a Chapecoense neste sábado (19/9), às 16h, na Arena MRV.
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