Artur Jorge, do Cruzeiro, comenta escolhas nas eliminações de 2026: ‘Faria diferente’
Sem detalhar exatamente qual mudança faria, Artur deixou clara a principal conclusão de sua análise: no Maracanã, o Cruzeiro teve dificuldades para executar o plano de jogo e passou boa parte da partida sendo dominado pelo adversário.
“No jogo do Maracanã, eu teria mudado a minha estratégia, pois tivemos dificuldades para entrar no jogo, fomos dominados e não dominadores e provavelmente eu teria pensado em algo diferente para tentarmos dominar o jogo.”
A declaração diz respeito ao segundo confronto das oitavas de final da Libertadores, disputado em 19 de agosto. Após o empate por 1 a 1 no Mineirão, o Cruzeiro foi derrotado por 2 a 1 no Maracanã, numa partida em que o RUbro-Negro foi dominante na primeira etapa.
Artur reconhece domínio do Flamengo
Na avaliação de Artur Jorge, o Cruzeiro conseguiu competir nos dois jogos contra o Flamengo, mas não foi superior ao adversário no confronto que valia a classificação.
O português destacou também a diferença de opções disponíveis aos dois elencos. No primeiro jogo, por exemplo, o Flamengo colocou Pedro e Paquetá (autor do gol de empate) em campo no segundo tempo, dois jogadores da Seleção Brasileira, segundo o treinador.
“Cruzeiro e eu como líder não fomos capazes de sermos superiores ao Flamengo, mesmo batalhando nos dois jogos. Há uma proximidade de resultado, mesmo tendo sido dominados no primeiro tempo do segundo jogo, mas não jogamos sozinhos, era contra uma equipe com um elenco bem mais largo, no segundo tempo do primeiro jogo o Flamengo coloca Pedro e Paquetá, ambos da Seleção Brasileira, mas isso não justifica resultado, mas é contexto.”
O treinador também lembrou que o Cruzeiro conseguiu derrotar o Flamengo dias depois, pelo Campeonato Brasileiro, no Mineirão. Para ele, a sequência daquele período poderia ter terminado de maneiras muito diferentes.
“Dez dias depois vencemos o jogo do Brasileiro em casa. Naquele mês tínhamos tudo pra correr bem ou tudo pra correr mal, ficamos tristes pela forma como as coisas ocorreram. É um jogo, uma decisão, onde não conseguimos ser melhores que o adversário.”
Contra o Atlético, expulsão mudou o cenário
Na Copa do Brasil, a leitura de Artur Jorge foi diferente. O treinador entende que o Cruzeiro teve personalidade e conseguiu se impor no confronto com o Atlético, mas aponta a expulsão como um fator determinante para a mudança do jogo.
O Cruzeiro venceu o primeiro duelo por 2 a 0, no Mineirão, e chegou a abrir vantagem no segundo jogo, no Mineirão, antes de sofrer a reação do rival. A classificação foi decidida nos pênaltis.
Ao relembrar o confronto, Artur destacou o comportamento da equipe antes da expulsão.
“No jogo do Atlético vencíamos, tivemos boa personalidade, nos impusemos, fomos capazes, melhores e depois tivemos uma condicionante, que foi a expulsão.”
A análise estabelece uma diferença importante entre as duas eliminações na visão do treinador. Contra o Atlético, Artur entende que o Cruzeiro conseguiu colocar em prática a proposta durante boa parte do confronto, mas sofreu uma alteração de cenário após a expulsão. Diante do Flamengo, por outro lado, reconhece que a própria estratégia poderia ter sido diferente.
Duas eliminações que marcaram o ano do Cruzeiro
As quedas nos torneios de mata-mata tiveram peso significativo na temporada do Cruzeiro. A equipe deixou a Libertadores nas oitavas de final diante do Flamengo e a Copa do Brasil nas quartas de final contra o Atlético.
O contraste é ainda maior porque, no Campeonato Brasileiro, o time conseguiu manter uma campanha competitiva e permaneceu na disputa pelas primeiras posições.
Para Artur Jorge, portanto, a avaliação das eliminações não passa apenas pelo resultado. O treinador também olha para aquilo que poderia ter sido feito de maneira diferente, especialmente no Maracanã.
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