Vai manter contra o Santos? Artur Jorge explica alteração em esquema tático do Cruzeiro
Parte da torcida já ‘chiava’ em relação ao esquema há algumas partidas. Na visão de alguns adeptos, a formação com dois pontas e três meio-campistas proporcionava espaços ao adversário nas faixas centrais do gramado. Na derrota para o Atlético por 2 a 1, pela volta da Copa do Brasil, que custou a eliminação da Raposa na competição, os tentos sofridos pelos celestes partiram de vazios justamente em tal parte do campo.
Diante do Athletico-PR, Artur Jorge abriu mão de Wesley, ponta direita, e acionou o volante Matheus Henrique. Dispôs o time em um 4-4-2. O meio-campo estava preenchido, então, também pelos volantes Lucas Romero e Gerson e pelo meio-campista Matheus Pereira. No ataque, Kaio Jorge e Keny Arroyo formaram dupla. Pela primeira vez com o português, o time não atuou no tradicional 4-2-3-1.
De acordo com Artur Jorge, a alteração no esquema não se deu em função da derrota para o Atlético, e sim por causa das valências do Athletico-PR, que se dispôs em um 3-4-2-1. A intenção era ter mais a posse de bola e impedir que os adversários encontrassem os atacantes em boas condições.
“Foram alterações feitas em função do que analisamos e vimos do adversário. Alterações que visávamos ter mais controle do jogo por meio da posse de bola. Sabíamos que o Athletico-PR tinha jogadores muito rápidos na frente, principalmente o Viveros, que gosta e procura situações de um para um. Procuramos controlar isso com os dois zagueiros mais próximos dele. Era importante não só controlar o destino, mas também a fonte. Os quatro homens (Matheus Pereira, Gerson, Matheus Henrique e Romero), que fizeram jogo extraordinário, pela forma como correram e se entregaram, foram capazes de anular os dois primeiros volantes do adversário (Jadson e Gustavo) e, depois, os que estavam em zona baixa (João e Leozinho)”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
A outra mudança de peças, mas que não interferiu na formação tática, foi na lateral esquerda. O zagueiro Lucas Villalba deu espaço ao lateral-esquerdo Gabriel Rojas – caso o argentino permanecesse na ala, o treinador não teria opção de defensor no banco, já que Jonathan Jesus está indisponível (lesão na perna em um músculo associado ao tornozelo esquerdo).
Artur Jorge queria ‘laterais corajosos’ para impedir a progressão dos jogadores que ali estariam. Como o técnico Odair Hellmann aposta em três zagueiros, o Furacão se dispõe de alas – Mendoza na esquerda e Gilberto na direita.
“E a necessidade de ter laterais corajosos para poder pegar laterais contrários muitas vezes bem acima da linha dos meio-campistas”, prosseguiu.
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E contra o Santos?
Artur Jorge não deu pistas do que fará no próximo compromisso. Ele pode manter a nova formação. Não quer negociar o que chama de ‘pilares’. Mas diante de um adversário que atua de forma diferente. Geralmente, o Santos de Cuca se apresenta em um 4-2-3-1 – mas lida com desfalques.
“Há coisas que não podemos mudar que são os pilares. Há coisas que são inegociáveis para nós em termos daquilo que deve e tem que ser uma identidade da equipe. Depois as variáveis que se apresentam e se fazem até durante a partida visam conseguir ultrapassar nossos oponentes”, explicou.
O meio-campista Neymar se recupera de lesão muscular tipo 2B no reto anterior da coxa direita e pode se ausentar por até dois meses. Gabi já não entraria em campo com a camisa alvinegra por ter contrato com o Cruzeiro. Independentemente disso, o atacante recebeu o terceiro cartão amarelo na última partida e terá de cumprir suspensão.
Outro atleta momentaneamente fora e que caiu nas graças da torcida – e por coincidência também defendeu o Cruzeiro – é o atacante Álvaro Barreal, em recuperação de lesão muscular na coxa esquerda. O zagueiro Lucas Veríssimo, que lida com incômodo no tornozelo direito, segue como dúvida.
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